quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Jesus: um plágio? (parte 1)


Olá leitores. A seguinte série de postagem tem por objetivo desmistificar mais uma lenda ateísta, que não é defendida por todos, mas principalmente um ramo dos neo-ateístas: Jesus existiu realmente, ou foi apenas um plágio de uma coleção de mitologias existentes nos povos médio-orientais, como Hórus, Mitra, etc.?

O texto é uma compilação e adaptação de vários artigos, livros e sites retirados da internet, os quais são divulgados na seção de referências.

Aproveitem a leitura.
Abraços, Paz de Cristo.


Jesus: um plágio?

1. Introdução

Há um vídeo bem conhecido, lançado em 2007 chamado de 'Zeitgeist' (espírito da época, em alemão). A equipe que lançou o vídeo, formada principalmente por Peter Joseph e Acharya S., tinham como objetivo provocar uma "mudança das estruturas sociais que influenciam nossas decisões e compreensões" e apresentar a  "ciência, natureza e tecnologia" em vez da "religião, política e dinheiro" como "chave para o nosso crescimento pessoal" [1]. O vídeo rapidamente ficou famoso, tendo conquistado o prêmio de melhor filme no fesitval Artivist na Califórnia em 2007 e 2008 [2]. Entre outras coisas, o vídeo mostra supostas evidências de que o Jesus histórico não passa de uma cópia das mitologias de muitos povos antigos, sendo que os apóstolos apenas utilizaram-se de histórias conhecidas e criaram um outro "deus mitológico".

Neste estudo será feita uma análise dos principais paralelismos defendidos pelos autores, verificando se são cabíveis tais acusações, além de um breve resumo histórico de alguns detalhes importantes para a compreensão plena do tema.

2. Paralelismos

A lista de comparações alegadas por muitos autores é extensa, se procurará ser mostrado aqui o máximo possível de semelhanças sugeridas entre os deuses mitológicos e Jesus Cristo.

2.1. Hórus, deus egípcio:
  • Nascido da virgem Ísis-Meri em 25 de dezembro numa caverna/manjedoura, com seu nascimento tendo sido anunciado por uma estrela no Oriente e, visitado por três Reis Magos.
  • Seu pai terreno chamava-se "Seb" ("José").
  • Ele era descendente de uma linhagem real.
  • Aos 12 anos de idade foi uma criança que ensinou no templo e, aos 30 foi batizado, após ter desaparecido por 18 anos.
  • Foi batizado no rio Eridanus ou Iaurutana (Jordâo) por "Anup o Batizador" (João Batista), que foi decapitado.
  • Ele teve 12 discípulos, dois dos quais foram suas "testemunhas" e eram chamados "Anup" e "AAn" (os dois "Joãos").
  • Ele realizou milagres, expulsou demônios e ressucitou El-Azarus ( "El-Osíris") dos mortos.
  • Hórus andou sobre as águas e foi transfigurado numa montanha.
  • Seu cognome pessoal era "Iusa" o "Filho eterno desejado" de "Ptah", o "Pai". Ele era chamado de "Divino Filho".
  • Ele pregou um "Sermão da Montanha", e seus seguidores recitaram as "parábolas de Iusa."
  • Hórus foi transfigurado no monte.
  • Ele foi crucificado entre dois ladrões, sepultado por três dias em um túmulo e, em seguida ressuscitado.
  • Títulos: O Caminho; a Verdade; a Luz; Messias; Ungido Filho de Deus; Filho do homem; Bom Pastor; Cordeiro de Deus; Verbo feito carne; Palavra da Verdade.
  • Ele foi "o Pescador" e era associado com o Peixe ( "Ichthus"), o Cordeiro e o Leão.
  • Ele veio para cumprir a lei.
  • Era chamado de "o KRST" ou "Ungido" e considerado filho de Deus.
  • Ele deveria reinar por mil anos.

2.2. Osíris, deus egípcio:
  • Possuia mais de 200 nomes divinos, incluindo Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Deus dos Deuses, a Ressurreição e a Vida, Bom Pastor, Pai da Eternidade, o deus que "fez homens e mulheres nascerem de novo."
  • Sua chegada ao mundo foi anunciada por três Reis Magos: as três estrelas Mintaka, Anilam, e Alnitak no cinturão de Órion, que apontam diretamente para a estrela de Osíris ao leste, Sírius, indicando seu nascimento.
  • Ele foi uma hóstia simbólica. Seu corpo foi comido numa cerimonia religiosa sob a forma de bolos de trigo, a "planta da Verdade '.
  • Salmos 23 é uma cópia de um texto egípcio apelando para Osíris o Bom Pastor que conduz o cansado rumo aos "pastos verdejantes" e às "águas tranquilas' das terras de nefer-nefer, a fim de restabelecer a alma e o corpo e, para dar proteção no vale da sombra da morte...
  • A oração do Pai Nosso foi prefigurada por um hino egípcio à Osiris do início ao fim, “Ó Amém, ó Amém, que estais no céu.” Amém era também citado no final de cada oração.
  • Os ensinamentos de Jesus e Osíris são maravilhosamente semelhantes. Muitas passagens são idênticamente as mesmas, palavra por palavra.
  • Tal como o Senhor da vinha, um grande mestre viajante que civilizou o mundo. Soberano e juiz dos mortos.
  • Em sua paixão, Osíris foi alvo de uma conspiração e mais tarde assassinado por Set e "os 72."
  • A ressureição de Osíris serviu para dar esperança à todos que também desejam a vida eterna.

2.3. Attis, deus frígio:
  • Considerado filho de Deus.
  • Nascido de uma virgem no dia 25 de dezembro.
  • Considerado um salvador que foi morto pela salvação da humanidade.
  • Seu “corpo” como pão era comido pelos adoradores.
  • Ele era tanto o divino Filho como o Pai.
  • Numa sexta-feira ele foi crucificado numa árvore.
  • Levantou-se depois de três dias como “Deus todo-poderoso”.

2.4. Krishna, deus hindu:
  • Nascido de uma virgem no dia 25 de dezembro
  • Seu pai terreno era carpinteiro
  • Seu nascimento foi assinalado por uma estrela ao leste
  • Visitado por pastores que o presentearam
  • Foi perseguido por um tirano que ordenou o assassínio de infantes
  • Operava milagres e maravilhas
  • Usava parábolas para ensinar as pessoas sobre caridade e amor
  • Foi transfigurado diante dos discípulos
  • Foi crucificado aos 30 anos
  • Ressuscitou dos mortos e ascendeu aos céus
  • Era a segunda pessoa da trindade
  • Deverá retornar para o dia do juízo em um cavalo branco

2.5. Dionysus, deus grego:
  • Nascido de uma virgem no dia 25 de dezembro.
  • Era um mestre viajante que operava milagres.
  • Andou em um burro durante uma procissão.
  • Transformava a água em vinho.
  • Era chamado “Rei dos Reis”e “Deus dos deuses”.
  • Considerado “filho de Deus”, “único filho”, “salvador”, “redimidor”, “ungido”, e o “Alfa e o ômega”.
  • Foi identificado como um cordeiro.
  • Pendurado num madeiro.

2.6. Mitra, deus persa:
  • Nascido de uma virgem no dia 25 de dezembro.
  • Era um mestre viajante.
  • Tinha 12 discípulos.
  • Prometia imortalidade aos seus seguidores.
  • Sacrificou-se pela paz mundial.
  • Realizava milagres.
  • Foi enterrado em uma tumba e ressuscitou 3 dias depois.
  • Instituiu uma ceia santa.
  • Foi considerado o Logos, redimidor, Messias e “o caminho, a verdade e a vida”.

Historicamente sabe-se que todos estes deuses eram conhecidos pelo menos um século antes de Cristo. O argumento dos adeptos da teoria pode ser sintetizado neste parágrafo de Timothy Freke e Pater Gandy:
Por que nós consideramos as histórias de salvadores como Osíris, Dionísio, Adônis, Attis, Mitra e outros deuses pagãos fábulas, porém ao encontrarmos essencialmente a mesma história contada em um contexto judeu, acreditamos ser a biografia de um carpinteiro de Belém? [3]

A ideia defendida por estes autores é que no princípio era apenas um deus, Osíris, que foi assmilidado por outras culturas próximas, criando versões próprias. Assim teria surgido Dionísio na Grécia, Attis na Ásia menor (atual Turquia), Adônis na Síria, Baco na Itália, Mitra na Pérsia e assim por diante.

A maioria das declarações listadas acima estão contidas no livro "The Christ Conspiracy", de autoria de Archarya S. [4]; curiosamente Freke e Gandy não acrescentam nada de novo, na verdade apenas complementam algumas destas e copiaram outras.

3. História da teoria

Aparentemente temos a impressão de que essa crítica à realidade histórica de Jesus é algo novo, ao vermos a ascenção da moda Zeitgeist. Entretanto essa opinião pode ser achada em alguns estudiosos desde o século XVIII, no Iluminismo deísta e com o surgimento da análise crítica das religiões.

Os pensadores da Revolução Francesa Constatin-François Volney e Charles François Dupuis propuseram que a história da vida de Jesus era baseada no movimento do Sol através do Zodíaco, e também encontraram referências de alguns rituais pré-cristãos representando o nascimento de um deus através de uma virgem. Esses pesquisadores não tiveram muita influência posterior à suas publicações, o próprio Dupuis queimou todos os seus escritos, por causa da repercussão gerada, alegando que “um grande erro é mais fácil de ser propagado do que uma grande verdade, por que é mais fácil crer do que racionalizar, e por que pessoas preferem as maravilhas dos romances à simplicidade da história”. [5]

Podem rastreados também na história os historiadores da religião Bruno Bauer, Thomas William Doane e Samuel Adrianus Naber, de acordo com uma tendência comum no século XIX. Até a metade do século XX esse ponto de vista havia sido amplamente discutido e refutado, até mesmo por acadêmicos que viam o cristianismo como uma religião natural.

Houveram outros movimentos posteriores, como a  teoria que havia uma ampla adoração da morte e ressurreição do deus da fertilidade Tammuz, na Mesopotamia, Adonis, na Síria, Attis, na Ásia Menor, e Osíris no Egito; e a interpretação do cristianismo como uma religião sincretista formada sob a influência das religiões de mistério helenísticas. Este último foi defendido na década de 1930 por três acadêmicos franceses, M. Goguel, C. Guignebert, e A. Loisy, e recentemente por Earl Doherty, Robert M. Price e George Albert Wells. Estes três inspiraram Timothy Freke e Peter Gandy a escrever os livros “The Jesus Mysteries” e “Jesus and the Lost Goddess”. D. M. Murdock (conhecido pelo pseudônimo Acharya S.) publicou também três livros defendendo a teoria, argumentando que  que os evangelhos foram criados no II Século para competir com outras religiões populares da época.

Assim, podem ser detectados uma série de fatores que contribuíram para o recente retorno da teoria: o interesse pós-moderno em espiritualismo, a crescente falta de embasamento histórico e o acesso pronto à informação não-filtrada através da internet. [6] Analisando a reação de épocas posteriores com respeito à teoria considerada neste trabalho, Edwin Yamauchi argumenta que “esta visão tem sido adotada por muitos que pouco se dão conta de suas frágeis fundações”. [7]

4. Problemas gerais da teoria

Verificaremos ao longo do artigo que faltam fontes a respeito de muitas alegações desses autores, enquanto algumas outras estão carregadas de um certo exgaero e/ou analogia forçada a termos cristãos (nem sempre com más intenções). [8]

Apesar da lista ser extensa, boa parte dela (talvez a metade) contém afirmações desprovidas de qualquer comprovação bibliográfica. Não há seuqer fragmentos de informação, principalmente em relação aos deuses egípcios, para os quais a fonte de documentos é mais ampla. Nos livros e enciclopédias de religião egípcia pesquisados, houveram pouquíssimas acusações que podem ser acusadas como no mínimo legítimas (alguns pormenores serão discutidos adiante).

Uma lista de dificuldades gerais em relação a teoria defendida pelos 'zeitgeistianos' é relacionada abaixo[6]:

4.1. Não há evidência histórica de que as religiões dos deuses citados tenham sido inseridas na Palestina nas três primeiras décadas do primeiro século. Não haveria tempo suficiente para que os discípulos fossem influenciados por estas mitologias se eles estivessem dispostos a ser, que não era o caso. Quando a influência de alguns misticismos atingiu a Palestina, principalmente através do gnosticismo no final do primeiro século, a história da Igreja mostra que este movimento não foi aceito, mas renunciado vigorosamente, inclusive pela Bíblia. A falta de sincretismo dificulta a concepção de tal ideia.

4.2. Similaridade não prova dependência ou mesmo origem. Muitos movimentos tanto sociais quanto religiosos frequentemente compartilham formas de expressão ou práticas análogas. Não é surpreendente encontrar paralelos em qualquer religião a respeito de vida após a morte, identificação com uma deidade, ritos de iniciação ou um código de conduta. Se uma religião deseja atrair prosélitos, precisa apelar para as necessidades e desejos universais dos seres humanos. Mas isso obviamente não indica dependência! Em qual cultura, por exemplo, que a imagem de lavar-se em água não significa purificação? Assim, O que é relevante não é a semelhança das palavras e práticas, mas os significados anexados a eles. Para provar que o cristianismo possui uma origem nos mitos pagãos, deve-se demonstrar uma semelhança na essência e não só na forma. Os escritores normalmente exageram similaridades formais, enquanto ignoram diferenças essenciais entre a história de Jesus e os variados mitos pagãos (veja o item 5, em relação às dificuldades específicas da teoria).

4.3. Os pagãos nesse período eram cientes do exclusivismo cristão, inclusive chamavam os cristãos de ‘ateus' por causa de sua indisponibilidade fundamental de ceder ou sincretizar com as outras crenças. Como J. Machen explica, os cultos pagãos eram não-exclusivistas: “Um homem poderia ser iniciado nos mistérios de Ísis ou Mitra sem ter que abrir mão de suas crenças anteriores; mas se ele quisesse ser recebido na Igreja, de acordo com a pregação de Paulo, deveria abrir mão de todos os outros salvadores para o Senhor Jesus Cristo... Dentre o sincretismo predominante do mundo greco-romano, a religião de Paulo, assim como a religião de Israel, permanece absolutamente distinta”. [9]

4.4. A argumentação está repleta de anacronismo. As crenças básicas do cristianismo já existiam comprovadamente no primeiro século, enquanto que o total desenvolvimento do culto da maioria dos outros deuses citados não aconteceu até o segundo século. Historicamente, qualquer encontro teve lugar entre o cristianismo e as religiões pagãs até o terceiro século é muito improvável. Até hoje não há evidência arqueológica destas religiões na Palestina do início do primeiro século. [10] A história das influências pode ser dividida em três períodos: Primeiro período (1-200 d.C.), as religiões de mistério eram restritas e não exerciam influências nas outras religiões. Se há qualquer influência, ela é na direção contrária: cristianismo influenciou os cultos. Segundo período (201-300 d.C.), depois de o cristianismo ter se espalhado pelo mundo romano, as religiões de mistério se tornaram mais ecléticas, suavizando doutrinas severas e conscientemente oferecendo uma alternativa competitiva ao cristianismo (aparece o culto a Cybele oferecendo a eficácia perpétua do banho de sangue, que antes era de vinte anos, uma influência clara da "lavagem pelo sangue de Cristo"). Terceiro período (301-500 d.C.), Cristianismo passou a adotar a terminologia e ritos dos cultos de mistério (por exemplo, a adoção da data 25 de dezembro).[11] 

4.5. Como um judeu devoto, o apóstolo Paulo nunca teria considerado pegar emprestados seus ensinamentos de religiões pagãs (Atos 17:16; 19:24–41; Rom 1:18–23; 1 Cor. 10:14), assim como João (1 João 5:21). Não há a mínima evidência de crenças pagãs em seus escritos.

4.6. Como uma religião monoteísta com um corpo de doutrinas coerente, o cristianismo dificilmente poderia ter pegado emprestado de um paganismo politeísta e doutrinariamente contraditório.

4.7. Os críticos parecem ignorar completamente o pano de fundo hebraico do cristianismo. Quase nenhuma atenção é dada à rica influência judaica no Novo Testamento no cristianismo primitivo. Termos como “mistério”, “ovelha sacrificada” e “ressurreição” em vez de vir dos mitos pagãos como os escritores sugerem, são baseados nas crenças judaicas encontradas no Antigo Testamento. Além disso, os manuscritos do mar Morto têm vertido muita luz em práticas judaicas que se escondem atrás do Novo Testamento como o batismo, comunhão e bispos.

4.8. A ressureição de Jesus e os eventos do Velho Testamento são tratados biblicamente como eventos pontuais da história, não mitos. A morte e os atos dos deuses místicos aparece em narrativas dramáticas e poéticas sem nenhuma conexão histórica.

4.9. Se houve qualquer empréstimo, foi no sentido contrário. À medida que o cristianismo crescia em influência e se expandia, os sistemas pagãos, reconhecendo a ameaça, provavelmente pegariam alguns elementos do cristianismo. Por exemplo, o rito pagão do banho em sangue de touro (taurobolium) inicialmente tinha sua eficácia espiritual de vinte anos. Mas assim que a competição com o cristianismo começou, o culto a Cybele, aumentou sua eficácia de seu rito “de 20 anos a eternidade” [12] quase equivalendo assim, à eternidade prometida aos cristãos.

4.10. O conteúdo moral cristão de amor e compaixão, bondade e ações de caridade era completamente diferente do costume pagão. A forma cristã de humildade, permitindo que o próximo bata nas duas faces e o próprio exemplo de Jesus utilizando Seu poder apenas para o bem diferencia seriamente daquilo que vemos na mitologia pagã.

71 comentários :

  1. Os meus e-livros “A Bíblia Desmascarada”, Moisés nunca existiu e Provas de que o “Santo Sudário” é uma fraude são grátis para Download...

    veja http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=31436&categoria=M

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    1. Aquela história de Datação por CARBONO DE NOVO? Bem ,isto ja é passado faz muito tempo. Provas e analises do tecido mostraram que aquela era a unica parte da peça que não era feita do mesmo material do sudário, assim como a unica parte tingida. Foi comprovado que o pedaço da amostra é uma enxerto posterior da tecnica de "renda francesa". então, atualize-se.

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    2. Mesmo o Santo Sudário sendo uma fraude (e eu acredito que possa ser), isto é totalmente irrelevante a respeito da realidade do Jesus histórico. Há muitas outras evidências para a sua existência.

      Abraços, Paz de Cristo.

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    3. Lisandro,
      a ciência, história e arqueologia confirmam vários eventos bíblicos:
      Há sim, registros de Moisés, das pragas e do Exodo:

      1. Um papiro antigo escrito por um sacerdote egípcio chamado Ipuwer, mencionando vários eventos relacionados as pragas.

      2. A descoberta da múmia da influente rainha Hatshepsut, madrasta de Moisés.
      www.aromadaterra.com/alex/estudos/Hatshepsut.pdf

      3. Achados de Adam Zertal arqueólogo da Universidade de Haifa confirmam os escritos de Moisés referente ao monte Ebal.
      http://ebal.haifa.ac.il/ebal06.html

      4. A "Estela do Sonho", de Tutmés IV prometendo o trono a ele que não era o primogênito de Amenotepe II (faraó do êxodo). Logo, há muita evidência que o primogênito tenha morrido na praga. No site do Centro de Pesquisas da Antiguidade tem uma inferência importante sobre o sonho de Tutmés IV:
      "E através delas pode-se deduzir que o príncipe Tutmés não estava, pelo menos a princípio, destinado ao trono do Egito."
      Sim, pois ele era o caçula e não poderia ser o príncipe; a não ser que ...tenha morrido seu irmão primogênito!!

      5.Sobre as pragas, obviamente os egipcios não iriam registrar tamanha humilhação e derrota. Quer saber sobre o êxodo? veja o site abaixo com fotos de restos de carruagens egipcias e ossadas humanas no mar vermelho e vestígios no Sinai:
      http://tempodofim2.tripod.com/Exodo.htm

      6.Também uma inscrição do faraó Merneptá no século 13 AC nas paredes de Karnak faz menção a Israel já como um povo de Canaã, cfe. os relatos de Moisés. Logo, já tinham atravessado o mar vermelho.

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    4. Os cristãos encontraram MUITAS "provas" do Êxodo, da travessia do Mar Vermelho, do Dilúvio, etc. Mas NÃO são reconhecidas no mundo acadêmico. Até hoje TODAS as provas foram refutadas pela arqueologia e pela ciência.

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    5. Eunice,
      Não são reconhecidos por puro preconceito e implicação religiosa ideológica pessoal. Mas os instrumentos e mecanismos da arqueologia e ciência confirmam claramente tais eventos.

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  2. O novo precisa chamar a atenção, conquistar, ter atrativos e superar o antigo, mas enganam-se os que pensam que as inovações são aplaudidas, pois apesar da realidade ser o “Poder Supremo”; mudar seria um processo longo, perigoso e que precisa vencer as dificuldades criadas pelos prejudicados.

    Tudo que é inovador dá trabalho e tem uma forte oposição dos que não estão preparados para as inovações.

    E quando se tenta fazer alguma coisa nova ou diferente, alguém sempre irá discordar; Essa é uma das Leis da vida, e poucos têm estrutura psicológica e força mental para aceitar a REALIDADE.

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  3. Lisandro, já li alguns trechos dos seus livros, e eles são piores do que os originais da Acharya S., pois não citam nenhuma fonte e a maioria do conteúdo não passa de teorias de conspiração.

    Isso só mostra o quanto hoje em dia é fácil criar informação indevida e divulgar para o mundo todo na internet. Se você quer ser um escritor sério, aprenda a pesquisar em principalmente em livros, tanto de autores que você concorda quanto de autores que você discorda, seja imparcial ao realizar as suas pesquisas.

    Abraços, Paz de Cristo.

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    1. Bom dia ,amigos da rede;tenho visto muitos artigos sobre este tema que por sinal acho muito interessante.Todos sao validos no sentido da pesquisa mas nem todos sao proveitosos.Gostaria de recordar aos leitores que nenhuma destas lendas sobre deus da mitologia tiveram ou estao tendo alguma profecia cumprida ou estao se cumprindo conforme temos visto no cenario mundial.Apenas a Biblia tras tais profecias sobre povos,sociedades,governos,catastrofes naturais, fomes, guerras, terremotos, epidemias, enfim tudo o que tem acontecido em nosso planeta e que nao podemos fazer vistas grossas. Agora so nos resta refletir quem foi que inspirou ou relatou tais profecias na Biblia e se estas tambem estao nas lendas e contos dos deus das mitologias.

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  4. Não sei como tem gente que ainda acredita nessas teorias de que Jesus nunca existiu, principalmente essas baseadas na suposta dependência dos mitos pagãos.

    Chega a ser ridículo principalmente quando simplesmente copiam e colam as supostas semelhanças sem terem tido a vergonha de pesquisar antes...

    Espero que esse seu trabalho ajude na luta contra esse mito: o mito de que Jesus nunca existiu.

    Continue com esse ótimo trabalho.

    Abraços!

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    1. Obrigado pelo incentivo, Jonadabe. Este texto mostra que essa história de Jesus ser um mito já é bem velha e tem sido mais do que refutada pela história e pela crítica séria.

      Abraços, Paz de Cristo.

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  5. Fui batista por muitos anos (batizado) e depois que iniciei um estudo aprofundado considero-me hoje um agnótico e quanto mais estudo mais tendencioso estou a me tornar ateu. O filme abaixo dá um bom resumo dos fatos que muitos dizem não ter sobre a religião egpicia e os muitos plagios que as religiões atuais empregam. Pela razão é impossível acreditar no cristianismo ou em qualquer outra religião. http://www.youtube.com/watch?v=e1CWBKRWIg0

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    1. Caro Anônimo,
      a maioria dos estudiosos (arqueólogos e historiadores) da atualidade considera a existencia histórica de Jesus como um fato. Tome cuidado com as fontes dos seus estudos, porque tem muita coisa por aí que não vale a pena nem ser analisado, dada a falaciosidade das argumentações.

      É interessante o que você disse sobre a razão... eu acho que concordo, o cristianismo é acreditado pela fé, mas isto não quer dizer que a fé não possa ter bases racionais.

      Abraços, Paz de Cristo.

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  6. Prezado, há uma refutação de Acharya S. aos argumentos de Chris Forbes que também rebatem muitas informações colocadas aqui. Apesar da aparência puramente sensacionalista, há muitas fontes pesquisadas e apresentadas em seus livros e textos, algumas delas primárias. Não sei como alguém que leu os livros dela disse que ela não cita fontes (certamente não os leu realmente). Os livros podem ser encontrados gratuitamente na íntegra na internet. Ela também cita diversos autores egiptólogos e professores universitários. A refutação pode ser vista (infelizmente em inglês) aqui: http://truthbeknown.com/chrisforbeszeitgeist.html

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  7. Li esta refutação por alto, e na verdade, ela rebate sobre as afirmações históricas a respeito dos deuses mitológicos. Entretanto, nada foi falado a respeito da datação dos mitos pagãos (algumas versões são datados de depois do cristianismo, portanto é mais provável que o plágio tenha se dado na direção contrária) e nada foi falado a respeito da seção 4 do texto: problemas gerais da teoria, onde reuni uma série de detalhes que não podem ser ignorados a respeito desta hipótese.

    Abraços, Paz de Cristo.

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    1. A datação dos mitos pode ser facilmente observada pela datação das fontes arqueológicas citadas. As fontes ditas datadas após o cristianismo se situam no máximo até o século III, quando o cristianismo estava ainda se estabelecendo no império e não tinha toda essa força de influência (que se consolidou mesmo a partir do século IV). Quanto aos problemas gerais da teoria, há problemas gerais nesses argumentos também. A similaridade entre o mito cristão e os pagãos, dita como comum, é muito gritante nos aspectos básicos do cristianismo, afastando-o do judaísmo e aproximando-o filosoficamente dos pagãos (veja as influências de Platão nos escritos de Santo Agostinho, por exemplo). Independente de Paulo ser judeu, seu berço romano falava muito mais alto, o que é claro por exemplo em seu comportamento misógeno sintonizado com a cultura romana. Dizer que o cristianismo era um todo de doutrinas coerentes é negar todos os conflitos ideológicos de sua história, alguns em conceitos básicos, como a disputa entre os monofisitas (que acreditavam em uma natureza única de Jesus) e diofisitas (que acreditavam em uma natureza dupla), os arianistas, os gnósticos, os nestorianistas, os diversos Concílios que foram necessários para botar ordem na casa, etc. Dificilmente pode-se falar que a influência foi apenas no sentido do cristianismo para o paganismo; todo encontro de culturas remete a uma troca de influências, maior num ou noutro sentido. Mas, no caso do cristianismo e do paganismo, Peter Brown, no livro que eu comento abaixo, é bem claro quanto a quem influenciou mais quem.

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    2. Ao invés de fazer estas afirmações , caro Fábio, eu gostaria que você me citasse exemplos claros de "similaridades entre 'mito' cristão e os pagãos em aspectos básicos do cristianismo", porque simplesmente não consigo ver nenhum, exceto os que vieram no sentido cristão--> pagão, como por exemplo o banho de sangue de validade vitalícia no culto a Cibele. Obs: a influência platônica no cristianismo é um exemplo claramente inválido, visto que apesar de Platão ser grego ele não acreditava nas divindades pagãs de sua cultura. A influência dele no cristianismo deu-se através da filosofia, não da cultura, muito menos da religião.

      Ainda sim, dizer que o cristianismo teve "conflitos ideológicos" (este não é o termo mais adequado) não é o mesmo que dizer que o cristianismo não possuía doutrina coerente. Os grupos monofististas, nestorianos, etc. foram minorias que surgiram ao longo do tempo, e seus ensinos eram claramente contrários às escrituras judaico-cristãs. E a existência de Concílios pode mais ser vista como um ponto a favor da coerência e ordem da estrutura doutrinária do que o contrário.

      E sobre seu comentário posterior abaixo, observe que no texto (não lembro se aqui ou na parte 2) eu não nego que houve influência do paganismo para o cristianismo. Mas o que eu digo é que esta influência ocorreu num período posterior, a partir principalmente do 3º século, e há exemplos que você mesmo citou, como o culto aos santos, e no texto eu citei outro bem conhecido, que é a festa do Natal. Veja, entretanto, que pouco dessa cultura absorvida mudou a estrutura doutrinária da Igreja, e mesmo assim aquilo que foi mudado foi depois restaurado, na Reforma Protestante (talvez haja a exceção do natal, por exemplo, mas a comemoração do Natal é um costume e não um mandamento, e por isso eu particularmente não gosto de comemorar o Natal).

      Abraços, Paz de Cristo.

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    3. Prezado David.

      Para poder defender o que coloquei nos comentários anteriores, vi a necessidade de apresentar os pensamentos de alguns pesquisadores que, diferente do que talvez você possa achar, sintonizam-se com o que se entende hoje nos estudos de Religião Comparada, matéria multidisciplinar e inerente às Ciências da Religião. Infelizmente, o resultado tornou-se um texto longo, mas peço a gentileza de lê-lo por completo, pois o esclarecimento de alguns pontos que muito provavelmente você desconhece é vital para o entendimento do que defendi logo acima.

      Antes de passar para as comparações propriamente ditas, deixe-me responder ao comentário que fez sobre Platão. O conceito de que Platão não acreditava nas divindades gregas parece ser a conclusão errônea da tentativa de se entender as ideias platônicas a partir de uma visão cristã. Tanto Platão quanto Sócrates, seu mestre, eram crentes nos deuses. Sócrates, mesmo acusado de corromper a mentalidade dos jovens contra os deuses da Hélade, faz uma defesa em favor de si mesmo e de sua crença nos deuses, como é visto em Fédon. A crítica de Sócrates era muito mais voltada à prática religiosa instituída pelo Estado grego e menos a existência dos próprios deuses. Apesar de hostilizar o antropomorfismo e a exaltação das características negativas divinas exploradas pelos mitos homéricos, Platão aceita os deuses e o politeísmo. Para Platão, as divindades são representadas pelos astros e pelo cosmo, animados e racionais, os assim chamados deuses visíveis:

      "- Pois bem, a qual dos deuses que há no céu atribuis a autoria daquilo pelo qual a luz faz que a vista veja e que as mais formosas coisas visíveis sejam vistas?

      - Ao mesmo que tu e que qualquer dos demais, já que é evidente que perguntas pelo Sol" (República, 508a)

      Para Platão, cada deus possui uma atribuição específica emanada da divindade principal e criadora de todas, o Demiurgo, a qual estão subordinadas. Mas não se pode por isso querer equalizar o pensamento platônico politeísta ao pensamento monoteísta cristão referindo-se ao Demiurgo como um Deus único e incogniscível: o Demiurgo torna-se, para Platão e Aristóteles, muito mais a asserção de um ‘conceito divino’ (simbolizando inclusive a coletividade das diferentes divindades) que o objeto da monolatria cristã. A expressão “theós” (Deus) designa a divindade em geral, que encontra realidade na multiplicidade dos deuses. Ademais, além dos deuses são reconhecidos outros seres divinos, os demônios (“daimones”). "Depois dos deuses, o homem inteligente honra os demônios; depois destes, os heróis."

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    4. Continuando...

      Voltando ao enfoque da Religião Comparada, quando comentei anteriormente das similaridades entre o mito cristão e os pagãos em aspectos básicos do cristianismo, me referi à construção de uma ideologia cristã que, quase na sua totalidade, foi obtida a partir da reinvenção do tradicionalismo judaico enxertada, e muito, de conceitos e mitos pagãos. Vamos nos focar em apenas dois pontos dessa ideologia para exemplificar, escolhidos por serem bastante essenciais para a compreensão da religião: a ideia da salvação da alma após a morte e o conceito de Inferno.

      Surgiu em uma época muito anterior ao aparecimento de Cristo, um culto de mistério que se tornou extremamente conhecido no mundo helenístico: o orfismo. Mircea Eliade, em seu livro “A História das Crenças e das Ideias Religiosas” comenta profundamente sobre os conceitos órficos, situando-os dentro dos cultos helênicos anteriores:

      “Durante os órgia dionisíacos, efetuava-se certa união entre o divino e o humano, mas ela era temporária e obtida pelo aviltamento da consciência. Os “órficos”, embora aceitassem a ligação báquica – vale dizer, a participação do homem no divino – dela tiraram a conclusão lógica: a imortalidade, por conseguinte, a divindade da alma. Ao fazerem isso, substituíram as órgia pela kátharsis, técnica da purificação ensinada por Apolo.” (ELIADE, 167)

      Mostra-se que os órficos nesse momento já se valiam do conceito da “alma” que surgiu com Platão. Eliade aprofunda esse estudo baseando-se em Platão para mostrar os principais aspectos do orfismo:

      “Algumas alusões de Platão permitem-nos entrever o contexto da concepção órfica da imortalidade. Em punição de um crime primordial, a alma é encerrada no corpo (sôma) tal como no túmulo (sêma). Por conseguinte, a existência encarnada assemelha-se antes a uma morte, e a morte constitui o começo da verdadeira vida. Essa “verdadeira vida”, no entanto, não é obtida automaticamente; a alma é julgada de acordo com suas faltas ou méritos e, depois de certo tempo, volta a encarnar-se.” (ELIADE, 168)

      Começa a se mostrar claro nesse momento que o orfismo, partindo da busca do homem pelo divino, preocupa-se com um objetivo além deste: a própria salvação do homem ou de sua parcela imortal e mais pura, sua alma. Eliade completa:

      “Aquilo que se denominava “vida órfica” (Leis, VI, 782c) comportava purificação, ascetismo e muitas regras específicas; a salvação, no entanto, era obtida principalmente por uma “iniciação”, isto é, revelações de ordem cosmológica e teosófica.” (ELIADE, 168)

      É imediato nesse momento o reconhecimento dos aspectos básicos da pregada salvação cristã: o conceito de alma, de purificação da mesma através de certas práticas (por exemplo, jejum e orações, no caso do cristianismo) e regras específicas (seguir os ensinamentos de Cristo) e, finalmente, a garantia da salvação a partir da aceitação de uma nova realidade religiosa, vista pelos órficos como uma iniciação e pelos cristãos como uma conversão.

      Eliade reafirma a originalidade da salvação da alma a partir de uma crença pagã quando diz que: “(...) a promessa da salvação constitui novidade e a principal característica das religiões helenísticas.” (ELIADE, 245)

      Quando você fala em seu texto que não há referência histórica que as religiões dos deuses citados tenha se inserido na Palestina nos primeiros três séculos de nossa Era, tal afirmação não corresponde à verdade. É sabido que os judeus dessa época, mesmo os da Palestina, estavam profundamente helenizados, ao ponto da Septuaginta ter sido escrita antes do primeiro século em grego porque os judeus, em sua maioria, já não se recordavam de sua língua original. No aspecto religioso, Eliade salienta o forte sincretismo que havia no mundo conhecido nessa época:

      “Com efeito, o sincretismo religioso é nota dominante desse tempo. Fenômeno imemorial e profusamente atestado, desempenhou o sincretismo importante papel na formação das religiões hitita, grega, romana, na religião de Israel, no budismo mahayana e no taoismo.” (ELIADE, 245)

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    5. Continuando...

      Logo, a conclusão mais imediata é que o sincretismo religioso ocorrido desde antes do primeiro século influenciou todo o pensamento do mundo conhecido e as religiões helenísticas (pagãs) eram especiais vetores desse sincretismo, por sua característica de abertura e surpreendente criatividade. Como exemplo de criatividade, temos os conceitos originais de alma e salvação introduzidos pelo orfismo e absorvidos nos diversos cultos surgidos até o primeiro século, como o cristianismo.

      A influência dos cultos de mistérios pagãos no cristianismo também foi observada pelo pesquisador Fernando G. Sampaio na construção de um dos princípios básicos da doutrina cristã: o conceito de Inferno. Em seu livro “A História do Demônio, da Antiguidade aos Dias Atuais”, Sampaio afirma que o Inferno foi um conceito tardio no cristianismo, de origem greco-romana:

      “Vendo porém o significado de Inferno podemos descobrir por que a teologia cristã, de forma fácil, associou a tradição hebraica com a Greco-Romana e estas com a lenda do anjo caído. É que, em latim, Inferno é “inferus”, isto é, o que está por baixo, o que se coloca em baixo, nos mundos subterrâneos, onde habitavam as manes.” (SAMPAIO, 44)

      O Inferno não era um conceito originalmente hebraico. A concepção do Sheol hebreu era bem diferente. Sobre a diferença entre o Sheol e o Inferno, Sampaio escreve:

      “O famoso Sheol dos hebreus é apenas um local onde permanecem os mortos, todos os mortos, que se transformam em Rephaïm, quer dizer, “sombras”. É particularmente interessante chamar a atenção dos leitores para o fato de os hebreus não acreditarem na “alma” e, muito menos, em qualquer tipo de imortalidade. E, naturalmente, não tinham Inferno.” (SAMPAIO, 41)

      Completando o raciocínio, Sampaio novamente aponta a influência da religião helenística na Palestina:

      “Mas, com a influência cultural grega, estas ideias acabaram por permanecer em Israel.” (SAMPAIO, 41)

      Sampaio sintoniza-se com o pensamento de Eliade ao afirmar da influência dos cultos órficos na ideia da salvação da alma, fundamental para o entendimento da função do Inferno:

      “Somente com os cultos órficos, que penetram na Grécia vindos da Trácia e da Macedônia, a partir do século IV antes da nossa Era e que chegam a Roma mais tarde, pelo século I antes da nossa Era, é que se introduz o conceito de um lugar feliz para a alma, no outro mundo.” (SAMPAIO, 46)

      Sampaio completa a ideia situando o Inferno como o lugar onde são jogadas as almas que não alcançam a salvação, conceito esse que não era, de maneira nenhuma, original do cristianismo, aproximando-o dos outros cultos contemporâneos:

      “Ora, o cristianismo é um culto órfico e, como tal, englobou o conceito do outro mundo, da bem-aventurança da alma e, naturalmente, do inferno e sofrimentos das almas pecadoras. Ambrógio Donini, em “Breve História das Religiões” (pg. 206) comenta, com precisão: “estes cultos eram dedicados a Dionísio, a Orfeu, a Deméter, a Ísis, a Adônis, a Átis, a Mitra e, sobretudo, a Cristo. Quando os seguidores desta última religião alcançaram a predominância, pareceu-lhes natural considerar todos os outros cultos como uma grosseira imitação; mas a verdade é que a mensagem da morte e ressurreição de Cristo, ou “messias”, de Israel, pode ser difundida num ambiente que já havia sido preparado para acolhê-lo e encontrar assim correspondência imediata.

      Ora, tal ambiente também tinha demônios e locais próprios para os mesmos. Daí que a religião cristã não teve dificuldade alguma em criar o “seu” Inferno, pela incorporação arbitrária das tradições pré-existentes.” (SAMPAIO, 46)

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    6. Continuando...

      Com estas observações, podemos concluir que a principal promessa do cristianismo, a salvação da alma para alcançar a bem-aventurança dos céus e a salvaguarda do Inferno, não é um conceito original cristão e encontra semelhanças profundas nos cultos pagãos contemporâneos, muito difundidos e famosos na época, mesmo na Palestina, e que, certamente, com ele dividiram suas ideias. Eliade confirma isso reafirmando que o cristianismo, desde suas origens do judaísmo do Antigo Testamento, em sua busca por se tornar uma religião cósmica, bebeu de fontes pagãs desde a mais remota antiguidade e a partir delas formou sua ideologia:

      “É porém, importante assinalar desde já o papel daquilo que denominamos a “universalização” da mensagem cristã por meio da imagística mitológica e de um processo contínuo de assimilação da herança pré-religiosa cristã. Lembremos, antes de mais nada, que a maioria dos símbolos evocados (batismo, árvore da vida, cruz assimilada à árvore da vida, origem das substâncias sacramentais – azeite, santo óleo, vinho, trigo – do sangue do salvador) prolongam e desenvolvem certos símbolos atestados no judaísmo normativo ou nos apócrifos intertestamentários. Trata-se, por vezes, (por exemplo, a árvore cósmica, a árvore da vida), de símbolos arcaicos, já presentes na época neolítica e claramente valorizados no Oriente Próximo desde a cultura sumeriana.

      Em outros casos, o que temos são práticas religiosas de origem pagã, que os judeus foram buscar na época greco-romana (por exemplo, o uso ritual do vinho, o símbolo da árvore da vida na arte judaica, etc.). Finalmente, um grande número de imagens, figuras e temas mitológicos utilizados pelos autores cristãos, e que se converterão nos assuntos prediletos dos livros populares e do folclore religioso europeu, derivam dos apócrifos judaicos. Em resumo, a imaginação mitológica cristã toma emprestados e desenvolve motivos e argumentos específicos à religiosidade cósmica, já tendo, porém, sofrido uma reinterpretação no contexto bíblico. Acrescentando sua própria valorização, a teologia e a imaginação mitológica cristãs só fizeram prolongar um processo que tivera início com a conquista de Canaã.” (ELIADE, 349)

      Um grande abraço,

      Fábio.

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    7. Errata: "É sabido que os judeus dessa época, mesmo os da Palestina, estavam profundamente helenizados, ao ponto da Septuaginta ter sido escrita antes do primeiro século em grego porque os judeus, em sua maioria, já não se recordavam DA ESCRITA de sua língua original."

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    8. Fábio,
      muito obrigado pelo esclarecimento sobre Platão. Eu realmente não sabia deste detalhe a respeito da história dele. De qualquer maneira, o fato é irrelevante ao meu argumento.

      Sobre a religião comparada, vi que tem muita coisa pra ler, por isso vou deixar para ler depois, quando tiver algum tempo de sobra. Obrigado pela colaboração.

      Abraços, Paz de Cristo.

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    9. David,

      Eu é que agradeço a oportunidade pelo espaço. Acho importante a leitura integral do texto porque nela eu rebato as afirmações que você fez no item 4 conflitando-as com as obras de dois historiadores (um deles, Mircea Eliade, extremamente renomado e influente).

      Ao analisar as suas fontes bibliográficas, percebi que os pontos mais relevantes do seu texto são afirmações dadas por teólogos, não por historiadores. Teólogos não são homens de ciência, principalmente ao falarem de história do cristianismo, devido ao comprometimento óbvio com o assunto que estão estudando. Teólogos darão sempre a informação que mais defende suas crenças, mesmo se os estudos históricos e as evidências factuais apontarem para outro sentido.

      Abraços,

      Fábio.

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  8. Em seu livro "A Ascensão do Cristianismo no Ocidente", Peter Brown, um historiador especialista em cristianismo primitivo e usado como referência nas Universidades em seus cursos de História, apresenta os motivos que levaram ao crescimento e estabelecimento do cristianismo a partir do segundo século. Brown discorre sobre em que sentido houve essa influência (do cristianismo para o paganismo ou vice-versa) e apresenta um estudo bastante profundo sobre o surgimento da vida monástica e do culto aos santos (explicitamente, uma releitura dos cultos pagãos). O livro mostra como o cristianismo se "flexionou" para se tornar mais "familiar" ao povo, absorvendo fortes influências da cultura pagã, ao mesmo tempo em que demonizava seus deuses realizando exorcismos falsos em que as supostas entidades utilizavam os nomes dos deuses mais conhecidos do povo (isso já nos primeiros séculos).

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    1. Caro Fábio,
      posso te responder por e-mail? Se eu publicar a resposta por aqui, ficaria muito extenso e deixaria o blog bagunçado (eu sou meio obsessivo com organização...). Se você não quiser publicar o seu e-mail por aqui, utilize a aba "contato" no menu do blog.

      Abraços, Paz de Cristo.

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  9. Procure no youtube vídeos do canal: ateuinforma. Acho que as explicações do Pedro tem 1000x mais fundamento que as suas.

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    1. Obrigado pela sugestão, caro Anônimo. Mas por que você acha isso?

      Abraços, Paz de Cristo.

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  10. O NASCIMENTO DE JESUS FOI PLAGIADO DE HÓRUS



    Nas paredes do “TEMPLO DE LUXOR” em Karnak, no Egito, (um dos Templos mais fascinantes, e que existe há MAIS de 3.500 anos), podemos observar cenas referentes à lenda de uma mãe (no caso Ísis, a Deusa da lua), que teria gerado de forma milagrosa o Deus Hórus...

    Na primeira cena ou “ANUNCIAÇÃO”, Nef, o Mercúrio lunar (ou Anjo da Anunciação), que no cristianismo virou o “Anjo Gabriel”, saúda a Isis Meri e anuncia que Ela conceberá e dará a luz a um filho Deus, que deverá se chamar “Hórus” e será o intermediário entre Deus é os humanos.



    Nas cenas seguintes, “CONCEPÇÃO” e “NASCIMENTO”; o Espírito Nef engravida Isis; e desta “união” CELESTIAL nasceu o bebê Deus Hórus, que seria o filho de Isis com o Deus morto Osíris.

    E na cena da “ADORAÇÃO” o recém nascido Deus Hórus recebe as homenagens e oferendas trazidas por Reis, e que o cristianismo adaptou como sendo os “03 Reis Magos”.

    Os relevos em tela foram reproduzidos por G. Massey, no livro “Natural Genesis”, na tentativa de desmascarar a farsa bíblica, e ajudar os iludidos fugir da “prisão religiosa”.

    Pois a Bíblia é só outro livro manipulador, fabricado com o propósito deliberado de controlar e subjugar a sociedade através do Auto-conforto, e de Leis que mitologicamente teriam sido entregues pelo próprio Arquiteto do Universo...

    Para mudar o absurdo de se acreditar sem racionalizar, primeiro precisamos entender que a Bíblia não contém a palavra de algum suposto Deus, mas sim, as bravatas de manipuladores; pois a Igreja virou o “Cassino”, onde se procura algum enriquecimento fácil.

    E onde a TEOLOGIA DA PROSPERIDADE substituiu o “NO INÍCIO ERA O VERBO”, pelo mais importante é a VERBA, que os camelôs da fé recebem dos dizimístas.

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  11. http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=31436

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  12. http://verdadereoculta.blogspot.com.br/2013/01/resposta-ao-desafio-dos-ateus.html

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    1. Theoz, tem uma versão dessas respostas aqui no blog, se você quiser ler, fique à vontade:

      http://www.respostasaoateismo.com/2012/04/60-respostas-que-farao-de-voce-um.html

      Abraços, Paz de Cristo.

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  13. Gostei muito deste texto. E bem coerente e não tem traços de fanatismo, de modo que pro leitor é fácil perceber que a tentativa é mostrar a verdade e não simplesmente estar certo do que diz.

    Confesso que, quando era mais jovem me considerava ateu apesar de ter sido criado dentro da tradição católica pela minha família, mas fui perdendo a fé no cristianismo depois de algumas leituras, principalmente depois de perceber a possibilidade de que alguns símbolos cristãos viessem derivados de outros símbolos mitológicos.

    Mas de qualquer forma, parabéns pelo Blog. É um excelente trabalho digno de nota.

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    1. Obrigado pela boa crítica, Arthur!

      Continue estudando e sempre questione suas convicções... se você estiver com a mente suficientemente aberta e disposta quem sabe um dia poderá encontrar a Deus...

      Abraços, Paz de Cristo.

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  14. Acredito que Jesus realmente existiu, senão não teria exercido tanta influência no mundo de seu tempo. Ou seja, Jesus não poderia ter sido inventado do nada, por algumas pessoas que, astutamente, tivessem a ideia de criar uma religião. Para mim, objetivamente, isso não faz sentido. Agora, penso que o cristianismo, assim como o judaísmo (e mais tarde o islamismo), teve sim influência de outras crenças e foi formalizado num todo coerente através dos diversos concílios da igreja. Mas, do ponto de vista da fé, isso não é um demérito. A religião, ao contrário da ciência, não busca conhecer, do ponto de vista material, os enigmas do universo, e sim dar uma resposta espiritual ao desconhecido (absoluto ou infinito) do qual o conhecimento científico jamais poderia alcançar, pois diz respeito aos enigmas indecifráveis do sentido da própria vida e da existência. Aqui o ateísmo sucumbe, porque luta desesperadamente com os mesmos referenciais que quer negar.

    Abraços

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  15. Gostaria de fazer mais algumas considerações e correções a alguns dos argumentos de Fábio. Em primeiro lugar, a crença na imortalidade não remonta ao orfismo, mas é muito mais antiga, como as pirâmides do Egito podem atestar, e talvez mesmo já era comum na pré-história (como vestígios arqueológicos sugerem). Segundo, a Septuaginta não foi escrita no século I a.C, mas no primeiro século da era cristã, sendo uma compilação de textos hebraicos que datam de pelo menos os séculos VII - V a.C. Terceiro, Paulo (ou Saul) não era romano (!!!) e sim natural da cidade de Tarso, na Ásia Menor. Se Fábio estudasse um pouco mais, descobriria que os romanos concediam cidadania romana aos povos, notadamente as elites, por eles subjugados. Portanto, a família de Paulo possuía cidadania romana mas era da tribo dos Benjamim, que formava junto à tribo de Judá aqueles que eram denominados judeus pelos romanos. Neste sentido, Paulo era um típico rabino judeu da seita conservadora e inflexível dos fariseus. Seu pais, Isaac, jamais poupou o mínimo esforço para dar uma educação esmerada a Paulo e estritamente judaica; tendo sido este enviado à Jerusalém onde se tornou Doutor da Lei, estudando com o mestre da Sagrada Escritura Gamaliel. É claro que por ser culto e pela influência que a cidade de Tarso recebeu dos gregos desde Alexandre, Paulo conhecia muito bem a cultura e o idioma grego. Mas dizer que o coração romano de Paulo falou mais alto (!!!), isso é no mínimo tendencioso, para não dizer um erro grosseiro e ridículo. Espero ter dado alguma contribuição ao debate. Parabéns pelo site.

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  16. Muito bom o texto, é tão verdadeiro que atraiu uma penca de ateus esquerdinhas tentando difamar o nome de Jesus. Gostaria de divulgar o meu blog onde nós nos propomos a desmascar falácias de ateus e mitos contra a bíblia: http://mundorealista.com/cristaosrealistas/

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  17. respondendo alguns comentarios aqui, os 10 mandamentos de moises, sao bem parecidos dos mandamentos do livro dos mortos(famoso "papiro de ani").

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    1. Obrigado pela contribuição anônima. Você poderia postar alguma fonte oficial e legítima do asssunto que confirme o que você falou?

      Abraços, Paz de Cristo.

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  18. 4.1 - Boa parte dos fatos citados a respeito dos deuses egípcios consta no "Livro dos Mortos", conjunto escrituras encontradas nos templos e tumbas egípcias. O pedaço mais antigo que se tem notícia foi escrito durante a dinastia Ptloemaica, 300 AC. 300. Além disso, você ignora o fato de que o novo testamento só começou a ser escrito 40 anos DEPOIS da morte de Jesus. Portanto, pelas minhas contas rasas, houve no mínimo uns 200 anos aí pra que a cultura palestina absorvesse traços da cultura egípcia. Além disso, não é a própria bíblia que afirma que os judeus foram cativos dos egípcios durante bastante tempo?

    4.2 - Sim, similaridade não significa descendência. Mas, se você disser hoje em dia que uma religião surgiu e que o seu maior profeta nasceu de uma virgem, tinha doze discípulos, foi crucificado aos 33 anos e voltou após o terceiro dia, você vai ser o PRIMEIRO a afirmar que é um plágio da religião cristã. Além disso, Jesus não ofereceu nada de novo, em conteúdo, somente misturando um pouco de filosofia platônica com os ensinamentos do velho testamento. Religiões como o budismo, por exemplo, pregam exatamente a mesma mensagem de paz que o cristianismo. Não há novidades nessa área.

    4.3 - Esse ponto não adiciona em nada à sua argumentação. Dizer que os OUTROS eram exclusivistas não implica que os fundadores do cristianismo não pudessem pegar ideias emprestadas deles. Afinal, ninguém estava pedindo permissão pra fazer isso.

    4.4 - Novamente, as informações sobre os deuses egípcios datam de ANTES de cristo. Portanto não podem ter sido influenciadas por ele. No Caso de Krishna, então, é que a coisa fica complicada: Krishna era adorado já na época de Buda, que data de mais ou menos de 563 a 483 ac. O livro sagrado Bhagavad Gita data do século IV ac. Dizer que o cristianismo influenciou uma cultura do outro lado do mundo, que é PELO menos uns 500 anos mais antiga, é forçar a barra um pouco além do tolerável.

    4.5 - Paulo não era lá um Judeu exemplar, no que diz respeito às tradições. Foi dele, por exemplo, a ideia de pregar os ensinamentos aos gentios, coisa que era terminantemente proibida à qualquer judeu. Além disso, quem garante que todos os livros atribuídos a Paulo são realmente de sua autoria? Vale lembrar que Paulo nem SEQUER conheceu Jesus em vida, o que faz dele o mais indicado pra escrever uma bibliografia, em primeiro lugar?

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  19. 4.6 - Não procede. Nenhuma das características que se diz originadas de outras religiões contém doutrinas politeístas. Portanto são perfeitamente intercambiáveis entre qualquer tipo de religião. Menos na cientologia, talvez. Mas se duvidar até nela funcionaria, com os devidos ajustes. Talvez a mãe do messias fosse virgem e inseminada artificialmente por alienígenas, vai saber.

    4.7 - E você ignora que o velho testamento não é assim tão mais antigo que o novo: O antigo testamento só foi consolidada em 95 DEPOIS de cristo, no Concílio de Jamnia. O Pergaminho de Isaías, cujos especialistas em arqueologia afirmam serem o mais remoto trecho do antigo testamento, data do século II ac. E até no antigo testamento existe influência de outras religiões, como no caso do dilúvio, que copia parte da Epopeia de Gilgamesh, escrita, no mínimo, a 4.500 anos antes.

    4.8 - O fato de serem tratados BIBLICAMENTE como fatos é uma afirmação e interpretação, apenas. Uma vez que não há em NENHUMA OUTRA fonte, NENHUMA citação de pessoas ressuscitando (lembrem-se na ocasião da ressurreição de Jesus, ele não foi o único) em NENHUM outro livro da mesma época. Até mesmo Flávio Josefo, historiador contemporâneo de Jesus, não narra nenhum dos fatos extraordinários do novo testamento em seus escritos. E, mais uma vez, vale lembrar que o novo testamento não começou a ser escrito até 40 anos depois da morte de Jesus, e que NENHUM dos livros foi escrito pelos apóstolos originais. Livros escritos por pessoas que "ouviram de alguém" não são relatos históricos válidos.

    4.9 - Não há dúvidas de que o cristianismo influenciou outras religiões. Mas as influências das outras religiões no cristianismo persistem: Deuses egípcios e hindus que precedem o cristianismo em séculos NÃO PODEM ter sido influenciados por ele.

    4.10 - O que você faz aqui é a estratégia de escolher apenas o que lhe é conveniente. Já citei o budismo, que prega a paz e a harmonia entre as pessoas e que data de séculos antes do cristianismo, e você ignora trechos dos ensinamentos de Jesus onde ele age de acordo com a moralidade da época, dizendo que o cristão que sabe a vontade do deus e não a cumpre é "como o servo que, sabendo da vontade do seu senhor, não a obedece e merece levar várias chibatadas". A ausência de ensinamentos morais sobre o repúdio à escravidão, à violência contra a mulher e a ideia igualdade entre as raças, por exemplo, estão ausentes nos ensinamentos de Jesus. Portanto o novo testamento, apesar de uma evolução gigantesca, em termos morais se comparado à barbárie do antigo testamento, fica atrás ainda, devo dizer, do budismo, por exemplo.

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    1. 4.1 - Não é verdade que "o pedaço mais antigo que se tem notícia" do Livro dos Mortos foi escrito na dinastia ptolemaica. Uma simples consulta ao Wikipédia (o artigo tem fontes confiáveis, confira se quiser) mostra que na verdade foi a versão FINAL do livro dos mortos que se estabeleceu nessa época. Mas os escritos que o formaram datam desde a V e VI dinastias (c. 2500-2150 a.C.).

      Mas o que eu disse é que "não há evidência [HISTÓRICA ou ARQUEOLÓGICA] de que as religiões desses deuses tenham sido inseridas nas três primeiras décadas do primeiro século". Se você quer refutar isso, você tem que trazer uma evidência histórica ou arqueológica e mostrar; não apenas dizer que havia tempo para isso. E como eu disse, alguns misticismos atingiram a Palestina no final do século I, mas há abundantes fontes históricas (inclusive na própria Bíblia) de que esses movimentos foram vigorosamente REJEITADOS.

      O que você cita sobre a escravidão egípcia dos hebreus é totalmente anacrônico, os hebreus foram escravos entre 1600 e 1200 a.C., se houvesse qualquer influência (e não houve) teria se dado no judaísmo e não no cristianismo. Os fatos que se acreditam ser "plagiados" da cultura egípcia são estranhos ao judaísmo, logo isso quer dizer que são novos no cristianismo.

      4.2 - Se você diz que Jesus não ofereceu nada de novo, e ainda continua insitindo na similaridade, você claramente não conhece a ESSÊNCIA dos ensinamentos do cristianismo. Peço que você leia a parte 2 deste artigo, no item 5 eu falo mais sobre esses detalhes.

      Também não é verdade que o cristianismo é uma mistura de platonismo com judaísmo nem que o budismo prega a mesma coisa que o cristianismo. Existem similaridades superficiais, mas a essência é muito diferente. Textos muito emblemáticos de Jesus, como por exemplo o sermão da montanha (Mateus capítulos 5 a 7) não encontram paralelos em nenhuma outra religião.

      4.3 - Nossa, você não entendeu esse ponto! Ele é provavelmente o que mais acrescenta à minha argumentação!

      Eu não disse que OS OUTROS eram exclusivistas, eu disse que os cristaõs eram (e sempre foram e são até hoje). E os cultos pagãos eram não-exclusivistas, ou seja, você pode cultuar vários deuses ao mesmo tempo sem problema. Mas os cristãos abominavam essa ideia (e provavelmente eram os únicos que abominavam), por isso a probablidade de que eles tenham "pegado emprestado" qualquer das ideias pagãs nos três primeiros séculos é muito baixa.

      4.4 - Eu nunca disse que o cristianismo influenciou Krishna, talvez eu tenha sido ambíguo nesta parte. Os cultos de mistério são as religiões que exigiam ritos de iniciação e eram praticadas no Egito, na Grécia e na Pérsia (ex. Hórus, Cibele, Dionísio, Mitra, etc.). Veja http://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o_de_mist%C3%A9rios

      Sobre Krishna, o que eu posso dizer é que não pode ter havido nenhuma influência de ambos os lados, dada a distância geográfica. Algumas semelhanças são extrapoladas, outras são descaradamente inventadas e outras ainda são coincidências. Mas meu texto não focou em falar sobre Krishna, realmente eu me dediquei mais aos cultos de mistério.

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    2. 4.5 - A vida de Paulo pode ser dividida em dois momentos: no primeiro, Paulo foi um judeu ortodoxo educado na escola dos fariseus e foi membro do sinédrio (o tribunal superior dos judeus). Depois de um encontro espiritual com Cristo, Paulo se tornou um cristão, decerto ele abandanou muitas tradições judias, mas ele citava frequentamente as escrituras judaicas em suas cartas, e as usava para defender os seus ensinos.

      O exclusivismo cristão foi herdado do exclusivismo judeu: os judeus tinham um temor muito grande de misturar coisas sagradascom profanas, e do que era estrangeiro com o que era próprio deles. Paulo entendeu que a mensagem de Cristo devia ser espalhada para todos os povos, mas ele tomaria muito cuidado para que não ocorresse o contrário. De fato, você não encontra nenhum indício de ensino pagão em qualquer das cartas atribuídas a Paulo.

      Sobre o questionamento que você faz à autoria dos escritos paulinos, uma coisa é certa: todos os escritos relacionados a Paulo tem o mesmo autor. O estilo de Paulo de escrever é inconfundível. Ele usava muitos pronomes relativos, chegando às vezes a deixar o texto aparentemente confuso. Mas se foi Paulo ou não, isso também é fácil de ver: primeiro, essses escritos podem ser datados até o primeiro século. Segundo, outras fontes que não o próprio Paulo testificam sua autoria (por exemplo, Lucas em Atos dos Apóstolos e outros historiadores da época). Questionar que foi Paulo quem escreveu essas cartas é a mesma coisa que questionar que foi Platão quem escreveu suas obras, po exemplo; e na verdade Paulo é ainda mais confiável, por ser mais recente.

      4.6 - O que eu quis dizer é que o cristianismo tinha um corpo doutrinário completo e coerente, e não necessitava de pegar outros ensinos para se tornar mais "convincente".

      4.7 - O pergaminho de Isaías não é o trecho mais antigo do Velho testamento. Ele é apenas o fragmento mais antigo encontrado. O velho Testamento foi escrito entre cerca de 1200 e 400 a.C., e isso se comprova pelos próprios fatos que ele relata, que são da mesma época em que foram escritos.

      O épico de Gilgamesh não é o único relato antigo do mundo acerca do dilúvio. Na verdade povos de todos os continentes possuem lendas sobre um dilúvio, que são extremamente análogas, sendo o dilúvio bíblico apenas mais um desses relatos. A convergência desses mitos sugere uma origem comum a todos esses povos e a rela ocorrência desse dilúvio em algum momento da antiguidade.

      4.8 - O que eu quis dizer é que eles são relatados como se fossem históricos, ou seja, citam datas, lugares, nomes de pessoas, diáologos; enquanto os relatos dos outros deuses são puramente poéticos e não narrativos. Esse meu argumento dizia respeito ao estilo literário e não se realmente aconteceu ou não. Agora, sobre se aconteceu ou não, você pode ver outras referências, por exemplo o debate entre William Craig e Bart Ehrman acerca da historicidade da ressurreição de Jesus: http://www.youtube.com/watch?v=AjOSNj97_gk

      4.9 - Isso é apenas o que você diz, mas seria mais útil se você apresentasse referências válidas e provas.

      4.10 - Você por acaso sabe o que o budismo ensina? O budismo ensina que todo o sofrimento humano é causado pela vontade. Que quando deixamos de ter vontade (desejo) alcançamos o Nirvana, ou seja, o estado de iluminação máxima. Eliminar todos os desejos próprios equivale a eliminar o próprio eu, a personalidade, isso quer dizer que uma pessoa em estado de iluminação máxima deixa de ser uma pessoa, e se torna uma entidade indistinguível do resto do Universo. O objetivo final do budismo é então que as pessoas deixem de existir, não é a felicidade.
      Como você pode achar este ensinamento algo superior ao cristianismo? No cristianismo também há algo parecido sobre eliminar a própria vontade, mas a diferença é que em vez da própria vontade substituímos pela vontade de Deus, que é santa e leva à felicidade.

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    3. SE VOCÊ LER SÊNECA, VERÁ DE ONDE VEIO O SERMÃO DA MONTANHA.

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    4. VONTADE DE DEUS É UMA FARSA, JÁ QUE DEUSES SÃO MITOS OU VOCÊ ACREDITA QUE CRISTIANISMO NÃO É SIMPLES MITOLOGIA?

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  20. Como eu imaginei, sua resposta às teorias zeitgeistianas são bem limitadas. Você parte de um pressuposto fortíssimo, de que as escrituras nunca foram mudadas em uma vírgula. Isto vc não pode provar. Pode ser que os discípulos não tenham tido influencia de religiões pagãs(aliás interessante como pescadores humildes eram alfabetizados, mas ok) Mas as escrituras podem ter sido adaptadas em versões posteriores. Evidência simples é a diferença das versões NVI e João Ferreira de Almeida.

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    1. Isto não é um pressuposto tão forte, se você for ver a fundo. Temos manuscritos quase tão antigos quanto de quando foram escritos, costuma-se dizer que o Novo Testamento é o livro mais atestado da Antiguidade, pela abundância de fontes que ele possui. Isto de que a Bíblia mudou com um tempo não passa de mais uma teoria de conspiração sem provas.

      A diferença entre as versões, particularmente a NVI e JFA é o estilo de tradução, enquanto a JFA preza pela equivalência formal (traduz as palavras literalmente, o texto fica mais difícil de entender) e linguagem culta, a NVI preza pela equivalência dinâmica (traduz o sentido das palavras) e linguagem moderna. Mas o texto original é o mesmo, basicamente.

      Sobre os discípulos serem alfabetizados, isso é irrelevante. Primeiro que somente três (ou quatro, não se diz no texto a profissão de João) dos doze discípulos de Jesus eram pescadores: Pedro, André e Tiago, irmão de João.

      Quem escreveu os quatro evangelhos? 1) Mateus - era discípulo e era cobrador de impostos, certamente era alfabetizado por causa da profissão. 2) Marcos - foi discípulo de Pedro, não há porque pensar que não era alfabetizado. 3) Lucas - era um médico, discípulo de Paulo. 4) João - não se sabe se ele foi pescador ou não, mas mesmo que ele não soubesse escrever ele poderia ter ditado o texto para alguém.

      Abraços, Paz de Cristo.

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  21. Caro Fabio,
    Existem várias versões da Bíblia atualmente, com mudanças de termos e expressões, mas o sentido hermenêutico continua o mesmo, o entendimento e ideia do tema a ser transmitido não mudou.

    Só porque Pedro e João foram pescadores deveriam ser analfabetos?
    O judeu, profeta e cidadão romano Silvano foi amanuense de Pedro além de companheiro de Paulo; isso explicaria o excelente grego das epístolas de Pedro.

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    1. ELES SÃO ANALFABETOS POR QUE A BÍBLIA AFIRMA >>>

      Então eles, vendo a ousadia de Pedro e João, e informados de que eram homens SEM LETRAS e indoutos, maravilharam-se e reconheceram que eles haviam estado com Jesus. Atos 4:13

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    2. Os escribas e fariseus ficaram maravilhados porque Pedro e João não eram da mesma laia teológica deles, apenas pescadores, mas já sabiam citar e discursar textos do AT com grande desembaraço e conhecimento.

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    3. PAPAGAIOS ANALFABETOS? COMO OS CRENTES DE HOJE? KKKKKK

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    4. LEMBRANDO AINDA QUE PEDRO E JOÃO SÃO NOMES FALSOS ATRIBUÍDOS ALEATORIAMENTE, POIS SEGUNDO A ENCICLOPÉDIA CATÓLICA É IMPOSSÍVEL CHEGAR AOS AUTORES ORIGINAIS DE QUALQUER TEXTO BÍBLICO.

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    5. Sim, devemos acreditar em vc... ao invés na história!

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  22. Olá, eu sou ateu e vi o vídeo afirmando que jesus é plágio de outros mitos, parece bem convincente, até demais, por isso fiquei com duvidas em relação a isso e imaginei que haveria respostas dos cristãos em relação a isso, bom depois de ler isso eu já não posso concordar se as afirmações do vídeo são verdadeiras ou falsas, pode ser que sim ou não. Uma vez fiquei com duvida em relação a afirmação de que os três reis são as três estrelas que apontam pra sirius que aponta pro sol e etc, e fui verificar com o software Stellarium e deu certo, ma só porque uma coisa é verdade não significa que tudo é verdade. o vídeo que eu vi foi "Jesus, plágio de outros mitos?" no youtube enfim att

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    1. Haha, obrigado pelo comentário. É sempre bom pesquisar a fundo para saber se as coisas são verdade ou não.

      Abraços, Paz de Cristo.

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  23. Este comentário foi removido pelo autor.

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  24. O QUE É O CRISTIANISMO?

    É uma superstição bizarra, primitiva e engraçada, que atribui poderes mágicos a um cadáver pregado em uma cruz. Atualmente tornou-se uma fonte de piadas e diversão para ateus e descrentes em todos os “quatro cantos do mundo”. As pessoas crentes nesta superstição são trolladas pelos religiosos com um deus invisível que é pai do cadáver da cruz, além de ser ele mesmo; que é onipotente, mas precisa de intermediários (os religiosos, claro); que é onisciente, mas precisa constantemente ser avisado dos problemas de sua própria criação através de orações. Mais engraçado impossível.

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    1. POR QUE JESUS NÃO APARECE HOJE E TERMINA COM AS DÚVIDAS?

      DESCULPAS IDIOTAS ABAIXO:

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    2. Já apareceu, às vezes aparece e aparecerá!

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    3. Que seja... até em torradas...!

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  25. Somente na mente de crentes e em benefício da própria fé, a história da origem do cristianismo pode ser acolhida como se apresenta. É contada no Novo Testamento, e apenas nele existe. Portanto, nada há de científico no seu acatamento. Trata-se de um ato de imposição política.
    Toda essa conversa de “Cornélio Tácito, respeitado historiador romano do primeiro século, escreveu: “O nome [cristão] deriva-se de Cristo, a quem o procurador Pôncio Pilatos executou no reinado de Tibério.” Suetônio e Plínio, o Jovem, outros escritores romanos daquela época, também se referiram a Cristo. Além disso, Flávio Josefo, historiador judeu do primeiro século, escreveu sobre Tiago, a quem identificou como “o irmão de Jesus, que era chamado Cristo”. Não vale meio centavo furado. Por quê?
    Porque, inicialmente, nenhum dos primeiros apologistas cristãos se referiu a nenhuma dessas “provas” fabricadas posteriormente ou a partir do século IV. Por quê?
    Porque o cristianismo surgiu no século II e a “história” contada e situada na Palestina no século I é pura invenção. Oh! Não pode ser! Pode sim. Lembra de que nos primórdios havia uma contenda entre os cristãos? Pois então, Uns queriam um Cristo espiritual e outros um Cristo de carne e osso, o “histórico”. Os primeiros aspiravam pelo aprimoramento espiritual do indivíduo na luta contra o judaísmo. Os segundos estavam determinados a vencer e subjugar o judaísmo. Para tanto necessitavam de uma ligação mais convincente com a cultura judaica. Mais por quê?
    Porque nos primeiros séculos o proselitismo judaico avançava perigosamente sobre a cultura greco-romana e o número de convertidos plenos crescia de forma preocupante. A pressão de certa camada das classes altas pressionava o governo a tomar uma atitude e assim foi feito. O imperador Adriano (117-138) proibiu a circuncisão em todo o Império, um dos principais motivos da guerra contra os judeus, de 132.
    A conversão ao judaísmo seguia passos obrigatórios que levavam tempo. No final do processo o prosélito era circuncidado e somente a partir daí era aceito como membro da nação de Israel. Isto significa que a aceitação dos pagãos, em especial gregos e romanos, pelo judaísmo era ampla e perigosa para a cultura dominante na época. Todavia, o sucessor de Adriano, Antonino Pio (138-161), relaxou um pouco as medidas antijudaicas, mas manteve a proibição da circuncisão sob pena de morte somente para não judeus. Daí uma legião de prosélitos incircuncisos, que jamais seria aceita na nação de Israel, recebe atenção de uma nova religião alegadamente surgida de uma seita judaica que havia abolido a circuncisão e a rigidez mosaica abrindo concorrência com o judaísmo real.
    Detalhe: quem eram esses divulgadores ou propagandistas dessa nova religião?
    Judeus reformistas insatisfeitos com o judaísmo tradicional? Não. Eram gregos na maioria e uns poucos latinos, os mais incomodados com o proselitismo judaico, a liderar tal iniciativa.
    É só pensar um pouquinho: pelo teor das suas mensagens, Jesus, precisava ser judeu? Não. Por que os fariseus (defensores do judaísmo ortodoxo) foram tão esculachados pelos evangelhos e os judeus em geral pela história cristã? Por que a crucificação do personagem Jesus foi creditada aos malévolos judeus? Essa é uma história de ódio. Engana-se quem quiser. O Jesus histórico é uma invenção da ala vitoriosa do cristianismo primitivo na ânsia de submeter o judaísmo e a nossa cultura não quer que isto apareça se não ela se ferra. Pronto.

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    1. LOL!! quantas falácias!!

      Os pagãos convertidos ao judaísmo eram uma minoria. O imperador e seus deuses não tinham nada a temer.

      É claro que Jesus e os discípulos eram judeus, basta ver as genealogias de Mateus e Lucas. Os judeus nesse item são bem precisos e detalhistas.

      E se Jesus é uma invenção/mito, então por que eu deveria crer na existência e escritos de Sócrates, Platão, Aristóteles, Sargão, Ciro, Aníbal, Cleópatra, Cícero, Alexandre, Hamurabi ...etc.
      Sendo que Jesus tem muito mais provas extra-bíblicas que estes personagens.
      Assim, podemos considerar a história antiga como uma grande farsa!

      Ora, os evangelhos tem autores bem identificáveis citados por várias fontes históricas extra-bíblicas.
      Os evangelistas foram testemunhas oculares dos eventos que registraram. Todos os livros do Novo T. foram escritos por contemporâneos ou testemunhas oculares da vida de Cristo DENTRO DO SÉCULO I.

      Me desculpe, seu texto é um grande disparate e delírio!

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    2. Quando iniciei minha pesquisa diletante acerca da origem do cristianismo, eu já tinha uma ideia formada que pode parecer esdrúxula: a perseguição aos judeus. Portanto, nada de Bíblia, teologia e história das religiões. Todos os que haviam explorado esse caminho haviam chegado à conclusão alguma. Contidos num cercadinho intelectual, no máximo, sabiam que o que se pensava saber não era verdade. É isso o que a nossa cultura espera de nós, pois não tolera indiscrições. Como o mundo não havia parado para que o Novo Testamento fosse escrito, o que esse mesmo mundo poderia me contar a respeito dessa curiosidade histórica? Afinal, o que acontecia nos quatro primeiros séculos no mundo greco-romano, entre gregos, romanos e judeus? Ao comentar o livro “Jesus existiu ou não?”, de Bart D. Ehrman, exponho algumas das conclusões as quais cheguei e as quais o meio acadêmico de forma protecionista insiste ignorar.

      http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver

      https://www.youtube.com/watch?v=juCACLom5IA

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    3. Quando iniciei minha pesquisa diletante acerca da origem do cristianismo, eu já tinha uma ideia formada que pode parecer esdrúxula: a perseguição aos judeus. Portanto, nada de Bíblia, teologia e história das religiões. Todos os que haviam explorado esse caminho haviam chegado à conclusão alguma. Contidos num cercadinho intelectual, no máximo, sabiam que o que se pensava saber não era verdade. É isso o que a nossa cultura espera de nós, pois não tolera indiscrições. Como o mundo não havia parado para que o Novo Testamento fosse escrito, o que esse mesmo mundo poderia me contar a respeito dessa curiosidade histórica? Afinal, o que acontecia nos quatro primeiros séculos no mundo greco-romano, entre gregos, romanos e judeus? Ao comentar o livro “Jesus existiu ou não?”, de Bart D. Ehrman, exponho algumas das conclusões as quais cheguei e as quais o meio acadêmico de forma protecionista insiste ignorar.

      http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver

      https://www.youtube.com/watch?v=juCACLom5IA

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    4. Caro,
      sua pesquisa é uma verdadeira petição de princípio totalmente preconceituosa, antissobrenaturalista e cristofóbica.
      As provas do Jesus histórico e Divino são atestadas nas esmagadoras evidências de sua ressurreição e também nos milagres, sinais, prodígios, curas, maravilhas e libertações operados até hoje em todo o mundo. Isso é FATO!

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    5. Significado de Fato
      s.m
      Verdade; coisa cuja realidade pode ser comprovada.

      Comprove, (apresente diversas provas) de que qualquer bíblia ou deus exista.

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    6. Significado de Fato
      s.m
      Verdade; coisa cuja realidade pode ser comprovada.

      Comprove, (apresente diversas provas) de que qualquer bíblia ou deus exista.

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  26. Sou de pleno acordo que tudo não passa de mitos criado por seres humanos em tempo imemorial

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  28. “Quantum nobis prodeste haec fabula Christi”! (“Quanto nos é útil esta FÁBULA de Cristo!”) “A fábula de Cristo é de tal modo lucrativa que seria loucura advertir os ignorantes de seu erro.” – Papa Leão X

    “Não creria nos Evangelhos, se a isso não me visse obrigado pela autoridade da Igreja”. São palavras de Santo Agostinho.

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