sexta-feira, 4 de maio de 2012

Afinal, existem evidências para a existência de Deus? [Parte 1]



Olá, leitores.

A motivação para esta postagem partiu de uma conversa ocasional na nossa página do Facebook:

Liliana Silva
Oi. Tenho uma pergunta: quem criou deus?

Em tua opinião, se nunca tivesses ouvido falar em deus, se ele nunca tivesse passado na TV, e os teus familiares e conhecidos nunca tivessem ouvido falar disso, como é que ele iria parar ao teu cérebro?

Respostas ao Ateísmo
A pergunta "quem criou deus" é por si só uma falácia. Pois Deus por definição é um ser necessário ou não-contingente. Os argumentos cosmológico e ontológico para a existência de Deus, por exemplo, exigem que Deus seja um ser atemporal, imaterial, necessário e muito poderoso.

Em relação à segunda pergunta, seria possível sim que eu nunca tivesse ouvido falar nele, assim como há de fato muitas pessoas no mundo que não o conhecem. Mas Ele se revelou historicamente ao mundo e sua mensagem tem sido espalhada desde os tempos de Cristo.

E mesmo que nunca tivesse ouvido falar dEle, ainda há todas as maravilhas da natureza, a ordem intrínseca do Universo e nosso senso moral, coisas não-teológicas que de certa forma apontam para um Criador.

Liliana Silva
Obg. Qual é a evidência concreta mais forte que comprove a existência de um deus (ou deuses)?
Respostas ao Ateísmo
Sobre "evidência", cara Liliana, sua pergunta é um tema para uma postagem inteira no meu blog. Vou trabalhar nisso e quando estiver pronto publico e te mando o link (já aviso que pode demorar meses, há uma lista de espera grande dos textos). Mas, se estamos falando de argumentos e não de evidências, eu já escrevi alguns.

Liliana Silva
Não reconheço qualquer evidência apresentada que comprove a existência de um deus ou deuses.

Antes de responder se há ou não evidências, é preciso definir alguns pontos fundamentais: 

1. De que tipo de evidências estamos falando? 

2. Existe algum tipo de evidência que deveríamos esperar, caso Deus existisse? 

3. A existência de Deus pode ser provada cientificamente?

Uma objeção frequente de ateus (e até de agnósticos) em relação à existência de Deus é que, segundo eles, não há evidências suficientes para que se acredite. Mas afinal, de que tipo de evidências eles estariam falando? Se você falar com um deles (e eu já perdi a conta de quantas vezes ouvi isso), eles dirão "Se todos os casos de câncer do mundo forem curados instantaneamente, acreditarei em Deus", ou "se todos os porquinhos-da-índia voarem, eu acredito", ou "se esta cadeira começar a levitar na minha frente, então Deus existe." É evidente que estas pessoas não pararam pra pensar nas duas primeiras perguntas que eu propus acima. Então, vamos refletir um pouco sobre isso:

Existe uma disciplina chamada metodologia da pesquisa, e ela possui alguns princípios básicos:

(1) a definição do escopo de busca;
(2) a definição do plano de discussão;
(3) a definição do tipo de evidência esperada que irá reforçar ou negar a tese.

Se você falhar na definição de algum destes itens, consequentemente falhará na validade de suas conclusões. Por exemplo, mesmo que o ateu diga "Aceito qualquer evidência empírica, comprovável", ele está falhando em relação ao princípio (3) por ser vago demais. Vejam por exemplo o exemplo abaixo (créditos: Quebrando o Encanto do Neo-ateísmo):

Uma garota, encontrada ferida na beira da estrada, foi encaminhada para o hospital e o delegado pediu para verificar se houve um atropelamento. O chefe da equipe médica diz “Galera, vão lá e descubram se ela foi atropelada”. Você (mais inexperiente) retruca: “Que tipo de evidência devemos encontrar para confirmar a hipótese?”.
(Opção 1)
LÍDER: Qualquer evidência, se vocês acharem que não temos o suficiente, me avisem que dou a pesquisa por encerrada.
Ou:
(Opção 2)
LÍDER: Bem, se ela foi atropelada, o esperado é que se encontrem hematomas ou fraturas na região do quadril ou das costelas, causadas pelo impacto do carro no seu corpo. Também devemos procurar escoriações nos braços, nas costas e nas àreas laterais do tronco, que seriam os resultados do atrito com o chão, no caso de ela ter sido arrastada ou arremessada para longe quando do encontro com o automóvel. Se essas evidências forem encontradas, aliado ao fato de ela estar desacordada perto de uma rodovia, então temos um bom caso para definir que ela realmente foi atropelada.

Segundo os princípios que eu citei, torna-se óbvio que a segunda opção é a mais adequada. Agora, em relação a prova ser "concreta" ou "empírica", comete-se a falácia da inversão de planos, o que quebra os princípios (1) e (2). A discussão sobre a existência de Deus é feita no plano metafísico, afinal Deus por definição é metafísico. Deve-se ter em mente aqui que, em discussões metafísicas, não existem "provas" no sentido matemático ou científico, mas sim adotam-se as posições mais coerentes. Exemplos de outras discussões metafísicas são: a universalidade das leis físicas no Universo, a impossibilidade de um infinito real, a existência de um mundo exterior a nossas mentes, etc.

Uma objeção frequente a este ponto é que se Deus, mesmo sendo metafísico, interage com o mundo físico, esta interação pode (e deve, segundo eles) ser verificada. O problema com este raciocínio é que Deus interage com o mundo físico de forma pontual e extraordinária (com milagres, por exemplo). Milagres, por definição, não são eventos reprodutíveis, portanto nunca podem ser testados pelo método científico. (Note que isto não quer dizer que não existem, assim como você não pode dizer que não existe luz infravermelha só porque você não pode vê-la. Ela apenas está "fora do escopo" da sua visão). Isto, portanto, esclarece também a terceira questão.

Continuando nossa linha de raciocínio, agora que já estabelecemos as bases filosóficas do assunto, chegamos à conclusão de que não se pode esperar qualquer evidência que se queira para a existência de Deus, nem uma prova científica, nem uma prova matemática. Mas então, como saber que Deus existe, afinal?

Existem argumentos filosóficos lógicos para a existência de Deus. Estes argumentos geralmente são um conjunto de premissas em que se segue a conclusão lógica de que Deus existe. Eles não 'provam' que Deus existe, dada a impossibilidade de provar uma afirmação metafísica, como já comentei. Entretanto, eles oferecem boas razões para que acreditemos nisso (assim como temos boas razões para acreditar que as leis físicas são universais, que não existe um infinito real e que existe um mundo exterior à nossa mente).

O fato de existirem argumentos que são boas razões para acreditarmos não quer dizer que estes argumentos são capazes de convencer todos os sers pensantes. E isto também é uma objeção frequente aos argumentos a favor da existência de Deus. O ateu alega que, se tal argumento não o convence, então o argumento não prova a existência de Deus ou então é inútil. Mas, provavelmente, o ateu nunca parou pra pensar que isto é uma consequência de qualquer afirmação metafísica. É impossível construir um argumento sobre uma afirmação filosófica qualquer que seja convincente a todos os seres racionais. 

Para quem está acostumado com uma visão objetiva de mundo, com o método científico, mas ignora estes princípios básicos de filosofia, será natural procurar provas para a existência de Deus que estejam acima da possibilidade de dúvida. E pensam que o fato de os argumentos para a existência de Deus não produzirem uma certeza matemática enfraquece, por si só, a possibilidade da existência de Deus. Mas já vimso que não é assim. Isto só significa que a questão sobre a existência de Deus está no mesmo nível das outras questões metafísicas. Você não pode provar que Deus existe assim como você não pode provar que o computador que está na sua frente, neste momento, é real. Seus sentidos poderiam estar te enganando o tempo todo. E não adianta nem pedir ao seu irmão ou namorada para sentir o computador também, afinal você também não tem como provar que eles próprios são reais, em vez de um produto da sua mente.

Bem, acho que já escrevi demais, portanto na próxima parte do texto listarei os argumentos de que venho falando.

Abraços, Paz de Cristo.


25 comentários :

  1. TODOS OS ARGUMENTOS LÓGICOS PARA A EXISTÊNCIA DE DEUS JÁ FORAM REFUTADOS HÁ DÉCADAS OU SECULOS.

    QUAL O VALOR DE UMA PROVA "LÓGICA"? NENHUM ATÉ QUE SEJA DEMONSTRADA CIENTIFICAMENTE.

    PLANOS METAFÍSICOS E PLANOS ESPIRITUAIS SÃO SIMPLES FALÁCIAS E MENTIRAS. SÃO PREMISSAS FALSAS EM QUALQUER ARGUMENTAÇÃO. NÃO VALEM NADA.

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    1. TODOS OS ARGUMENTOS LÓGICOS PARA A EXISTÊNCIA DE DEUS JÁ FORAM REFUTADOS HÁ DÉCADAS OU SECULOS.

      Não existe palavra final em relação aos argumentos, porque eles dependem de premissas que podem ser discutidas, e sempre podem ser levantados argumentos para a plausibilidade das premissas ao longo do tempo. Os argumentos não são defintivos, mas permanecem em aberto.

      "QUAL O VALOR DE UMA PROVA "LÓGICA"? NENHUM ATÉ QUE SEJA DEMONSTRADA CIENTIFICAMENTE."

      Isso não é verdade. Pegue qualquer outra pergunta metafísica, por exemplo: "Existem outras pessoas reais além de mim". É impossível demonstrar isso cientificamente, pois não há como distinguir a realidade dos nossos sentidos (aliás, a existência da realidade é outra pergunta metafísica). Entretanto, existem argumentos lógicas que defendem a existência de pessoas reais, mas ninguém acha que você é maluco se você afirma isso (aliás, vão te achar um maluco se você sair por aí dizendo o contrário, que o mundo real não existe e tudo é fruto da sua imaginação). Por isso, o terreno da metafísica é algo muito sutil, que está além de poder ser provado cientificamente, só podemos alcançá-lo através da razão pura.

      Abraços, Paz de Cristo.

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  2. Todos os religiosos falharam em produzir uma simples hipótese sobre deus, o que o afasta da metologia científica e o leva de primeira classe para o reino da fábula.

    Para tirar deus do reino da fábula você precisa da ciência.

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    1. Esse comentário é no mínimo engraçado. Qualquer filósofo sabe que é impossível provar a existência de Deus cientificamente, isto é um assunto resolvido há séculos, não há mais o que discutir sobre isso. Os cientistas hoje que defendem um ateísmo absoluto com base na ciência estão muito mal-informados.

      Você possui alguma formação acadêmica?

      Abraços, Paz de Cristo.

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  3. Neste caso deus é apenas resultado da imaginação, assim como tudo na filosofia, teologia e religião. Logo, assim como unicórnios, dragões cuspidores de fogo, pessoas caminhando sobre a água, pessoas sequestaradas por carros de fogo, pessoas sainda dos sepulcros, etc. (decritos na Bíblia), deus também está na fila de coisas imaginárias aguardando comprovação científica. Certo?

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  4. Se não se pode provar a existência de deus, por que há um livro afirmando essa existência e com base nele criaram-se instituições para pregar essa existência como verdade absoluta?

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  5. A nossa vida não depende de nenhum valor absoluto, mas de valores seguros. Caso contrário, você jamais levantaria da cama por causa da pequena possibilidade de cair e quebrar o pescoço. Mas você ignora essa possibilidade, como se ela não existisse, e levanta todos os dias mesmo correndo o risco de quebrar o pescoço. Obviamente não podemos afirmar a inexistência de deus com 100% de certeza, mas com 99,999...%, o suficiete para ignorar sua hipotética existência e viver nossa vida como se não existisse. O crente faz o contrário, se apega a uma fração infinitesimal de possibilidade para justificar seus comportamentos insanos, mas não pode aplicar isso na prática, pois teria que deixar de fazer absolutamente tudo na vida, pela pequena possibilidade de incerteza que há em tudo. Querend u não, o crente precisa adaptar-se aos valores seguros do mundo real ( mas não absoluto) e deixar suas frações de possibilidades para a retórica inútil.

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  6. SE A INEXISTÊNCIA DE DEUS NÃO PODE SER PROVADA DE FORMA ABSOLUTA, O CRENTE TEM A OBRIGAÇÃO DE FAZÊ-LO DE FORMA ABSOLUTA OU ENTÃO FAZER SUAS PREGAÇÕES APENAS SOBRE A FRAÇÃO INFINITESIMAL DE POSSIBILIDADE DE EXISTÊNCIA E ADAPTAR TODA A SUA RELIGIOSIDADE APENAS A ESSA FRAÇÃO DE POSSIBILIDADE PARA NÃO SER CHAMADO DE HIPÓCRITA E MENTIROSO.

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  7. Você não atravessa a rua sem olhar para os lados, confiando na pequena possibilidade de deus existir e na possibilidae menor ainda dele estar preocupado com a sua segurança, mas com base na possibilidade real e quase absoluta de ser atropelado, pois se confiar em deus para atravessar a rua, os números seguros da vida real (não absoluta)garantem que você será atropelado após um pequeno número de travessias segura por conta da atenção dos motoristas.

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  8. Apesar desse blá blá blá todo, eu não preciso responder esses comentários sobre evidência e probabilidade, porque o meu próprio texto já faz isso por mim. Nesta página está a parte 1, mas na parte 2 e na parte 3 eu falo mais sobre isso, sobre quais realmente são os motivos pelos quais os cristãos podem basear sua crença em Deus. Não tem a ver com comprovações externas demonstráveis, mas principalmente com a evidência interna e subjetiva que o próprio Deus oferece a quem o busca de coração.

    Abraços, Paz de Cristo.

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  9. POIS É, VOCÊ PRECISA FUGIR DESESPERADAMENTE DE QUALQUER COISA SOBRE EVIDÊNCIA E PROBABILIDADE, VOCÊ PRECISA PERMANECER NO CAMPO DO IMPROVÁVEL.

    "Evidência interna e subjetiva" é a desculpa furada para o crente inventar o que dá na telha NA TENTATIVA DESESPERADA DE JUSTIFICAR O INJUSTIFICÁVEL, MAS ISSO SÓ VALE NA SUA PRÓPRIA CABEÇA.

    A ÚNICA REFERÊNCIA PARA A CRENÇA DOS CRISTÃOS É A BÍBLIA. SEM A BÍBLIA NÃO EXISTE CRISTIANISMO. E A IMUNDÍCIE QUE É A BÍBLIA ESTÁ MUITO BEM DEMONSTRADO POR DEZENAS DE MILHARES DE DENOMINAÇÕES CRISTÃS BRIGANDO ENTRE SI POR SUAS "INTERPRETAÇÕES".

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  10. COMO EU DISSE ANTES >>> A nossa vida não depende de nenhum valor absoluto, mas de valores seguros. Caso contrário, você jamais levantaria da cama por causa da pequena possibilidade de cair e quebrar o pescoço. Mas você ignora essa possibilidade, como se ela não existisse, e levanta todos os dias mesmo correndo o risco de quebrar o pescoço. Obviamente não podemos afirmar a inexistência de deus com 100% de certeza, mas com 99,999...%, o suficiete para ignorar sua hipotética existência e viver nossa vida como se não existisse. O crente faz o contrário, se apega a uma fração infinitesimal de possibilidade para justificar seus comportamentos insanos, mas não pode aplicar isso na prática, pois teria que deixar de fazer absolutamente tudo na vida, pela pequena possibilidade de incerteza que há em tudo. Querendo ou não, o crente precisa adaptar-se aos valores seguros do mundo real ( mas não absoluto) e deixar suas frações de possibilidades para a retórica inútil. A EXISTÊNCIA DE DEUS É RETÓRICA INÚTIL E JAMAIS CONSEGUIU SAIR DO CAMPO DA RETÓRICA.

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  11. NA VIDA PRÁTICA, DEUS É TÃO ÚTIL QUANTO UMA RODA QUADRADA.

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  12. - Afinal, existem evidências para a existência de Deus? [Parte 1]

    - NÃO.

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  13. - Afinal, existem evidências para a existência de Deus? [Parte 1]

    >>> DE QUE TIPO DE DEUS ESTAMOS FALANDO?

    1 - TEÍSTA? (cristão, muçulmano, judaico, hindu, indígena, etc.)

    2 - DEÍSTA? (fuga do teísmo)

    3 - PANTEÍSTA? (cósmico, acósmico, Hilozoísta, Imanentista, Monista Absolutista, Monista Relativista)

    4 - PANENTEÍSTA? (mistura de panteísmo e teísmo)

    5 - PANDEÍSTA? (mistura de panteísmo e deísmo)

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  14. Nossa, esses comentários todos demonstram mais uma revolta e desespero da sua parte. Se você não estiver disposto a compartilhar conhecimento de forma civilizada, estará apenas bagunçando a seção de comentários e eu serei obrigado a excluir seus próximos comentários.

    Quanto à sua última pergunta, a parte 2 do artigo deixa claro que as evidências apontam para o Deus teísta, mais especificamente o judaico-cristão.

    Abraços, Paz de Cristo.

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  15. Só passei para rir um pouco com suas "refutações", pois pode existir algo mais engraçado que um deus onipotente e criador do universo, mas que depende dos crentes para provar sua existência? Já sei, ele precisa permanecer escondido... hehe... deve ser muito tímido.

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    1. Ninguém precisa provar a existência de Deus. Ela é auto-evidente para aqueles que o buscam sinceramente. Para os que não querem ver, é porque não querem e por isso serão indesculpáveis no julgamento final.

      Sobre Deus permanecer escondido, isto não é verdade, essa nunca foi uma ideia ensinada oficialmente por nenhuma teologia cristã.

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    2. "Ela é auto-evidente para aqueles que o buscam sinceramente."
      Coisas auto-evidentes dispensam intenção. Não é por que eu estou com má vontade de ver o sol ou por que tenho problemas com a idéia do sol existir que a existência do sol deixa de ser auto-evidence para mim. Não preciso buscar a lei da gravidade para que ele se revele para mim. Se você precisa ficar fazendo lavagem cerebral em si mesmo para se convencer de algo, isso mostra que vc não possui razão nenhuma para acreditar naquilo.

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    3. Luiz Fernando Zadra,

      você usou um ótimo exemplo: a lei da gravidade. Se a lei da gravidade é auto-evidente, como é que em MILÊNIOS de história da humanidade ela só foi descoberta e formalizada 400 anos atrás? Eu penso que é da mesma forma com Deus. Mesmo sendo auto-evidente, está debaixo do nariz das pessoas o tempo todo e mesmo assim algumas vão passar a vida toda e não vão perceber, outras vão ignorar. Mas algumas vão descobrir, como Newton descobriu.

      Abraços, Paz de Cristo.

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  16. Conforme-se e aceite a realidade: A EXISTÊNCIA DE DEUS É RETÓRICA INÚTIL E JAMAIS CONSEGUIU SAIR DO CAMPO DA RETÓRICA.

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    1. ...até você não ter mais saída nem respostas científicas que lhe possam explicar tamanha dor interior... ai, Deus surge a você não como ultima opção, mas a unica!

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  17. Então quanto ao deus da mitologia abrâmica, no caso aqui, o judaico-cristão, Jeová/Jesus/Espírito Santo foi facilmente detonado pelo conteúdo simples que você tenta refutar sem sucesso.

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  18. Que cara idiota esse neo-ateu anônimo!
    Faz afirmações como "A EXISTÊNCIA DE DEUS É RETÓRICA INÚTIL", mas se preocupa em escrever n postagens tentando desmerecer (sem sucesso, diga-se de passagem) os argumentos do artigo. Mais uma vítima da paralaxe cognitiva!

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  19. É muito comum imaginar que a metafísica lida com a transcendência, mas isso é um erro (cometido por exemplo por Nietzsche). Alguns tipos de pensamento metafísico centram-se no conceito de transcendência, mas não todos. Como já dito, o que caracteriza a Metafísica é a problemática do inteiro, por isso, são metafísicos "tanto os que afirmam que o inteiro envolve o ser supra-sensível e transcendente considerado como origem de todas as coisas, quanto os que afirmam que o inteiro não inclui nenhuma transcendência e, consequentemente, fazem a discussão da problemática do inteiro coincidir com a do sensível"1 . Por exemplo, se se considera que só exista o mundo sensível e que esse mundo seja totalmente material, então assume-se uma posição metafísica.

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