quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Refutando o "erro cíclico de redundância" da Bíblia


Ateus contemporâneos (neo-ateístas) atacam bastante a Sagrada Escritura, sempre buscando nela alguma possível contradição, erro, ou apenas algum motivo para ridicularizarem os cristãos. Uma forma de argumentação contra Bíblia envolve um “ciclo lógico” que aparentemente faz sentido, dando a impressão que a Bíblia é falível. Essa argumentação funciona com três simples perguntas que você pode ver na imagem abaixo: 



Primeiro, o grande erro desse "ciclo" é colocar a Bíblia como algo pessoal. Isto é, usar a expressão "a Bíblia diz...". O certo seria: "Os autores dos livros Bíblicos dizem...". Esses autores diziam que o que escreviam era infalível porque afirmavam que era o próprio Deus quem os inspirava. Porém, pode ser apontado outro problema, que seria: "Que credibilidade posso dar a esses autores?". Para essa pergunta há uma simples resposta:

Se lermos as cartas apostólicas podemos ver que o único objetivo delas era a propagação do evangelho. Não vemos em nenhum canto algo que poderíamos chamar de “conspiratório”. Vamos supor que os apóstolos tinham interesses políticos e econômicos inventando uma possível inspiração divina. Se o objetivo deles era obter “lucros” escrevendo aquilo, eles foram os homens mais burros de todos os tempos. Pois, eles nunca ganharam riquezas e nem status social. Muito pelo contrário eles tiveram uma vida absurdamente desgraçada e foram martirizados de formas infelizes, pelo simples fato de afirmarem que as coisas que escreviam eram totalmente inspiradas por Deus. Dado essa objeção, torna-se muito mais provável acreditarmos que eles receberam realmente inspiração divina, a que acreditar que tudo foi uma conspiração. Sendo assim, podemos dar grande credibilidade a esses autores.

 No livro “Em Guarda”, o filósofo e historiador William Lane Craig, escreve: 

“No entanto, o poder explicativo da hipótese da conspiração é sem dúvida mais fraco no que diz respeito às origens da crença dos discípulos na ressurreição de Jesus. Pois a hipótese é na verdade uma negação desse fato; ela procura explicar a mera aparência de crença por parte dos discípulos. Porém, como os críticos universalmente reconheceram não se pode negar com alguma plausibilidade que os primeiros discípulos no mínimo criam sinceramente que Jesus ressuscitaria. Eles apostaram suas vidas nessa convicção. Essa deficiência por si só tem sido suficiente na mente da maior parte dos estudiosos para enterrar de vez a hipótese da conspiração” 

Vejam que encontramos uma resposta plausível para a pergunta: "Como você sabe que a Bíblia é a Palavra de Deus?". Usando a resposta demonstrada acima esse "ciclo" foi quebrado, como podemos ver abaixo:


Outra objeção a esse argumento seria a superioridade da experiência pessoal. Nesse caso eu não teria um fator externo para refutar o argumento em questão. Todavia, eu teria um fator interno que me diria que a Bíblia é realmente a palavra de Deus, independentemente do que os outros acreditem ou tentem-me fazer acreditar. Esse fator interno seria minha experiência pessoal com Deus (testemunho interno do Espírito Santo). Não é possível provar a ninguém essa experiência, apenas, para você mesmo. Seria como você conhecer um extraterrestre, chegar em casa, contar isso para sua família e eles lhe disserem: “Extraterrestres não existem!”. Suponha que, logo após, sua família lhe mostre argumentos lógicos para lhe provar que ETs realmente não existem. Todo e qualquer argumento que lhe apresentarem será, com certeza, irrelevante para que você mude de opinião. Pois, você teve verdadeiramente uma experiência com esse ser de outro planeta. Mesmo que você não possa provar a existência dele e nem possa refutar argumentos contra a sua existência, você tem certeza que ele existe. Isso acontece da mesma forma com a Bíblia. Podemos ter experiências pessoais com Deus (testemunho interno do Espírito Santo) que nos mostram que Ele existe e que a Sagrada Escritura é realmente Sua palavra. Essas experiências são frutos da íntima comunhão com Deus. Isto é, se tivermos uma íntima comunhão com Deus, podemos ter a total certeza que a Bíblia é Sua palavra, independentemente de argumentos que tentem mostrar o contrário.

40 comentários :

  1. Texto muito bom, ótimo blog. Continuem com esse trabalho.

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    1. Obrigado pelo apoio, Lucas.

      Abraços, Paz de Cristo.

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  2. Muito bom!

    A proposito, o livro "Em guarda" tem algo de diferente dos outros livros do Craig? Possuo alguns aqui, e de outros escritores como Norman Geisler, Peter Kreeft, etc... e não queria comprar um que basicamente teria as mesmas coisas dos outros.

    Se tiver, pode me dar alguns exemplos?

    Abraços!

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    1. Eu comprei esse livro, mas foi mais pra emprestar pra meus amigos do que pra ler, porque ele é uma versão mais simples e direta do "A veracidade da fé cristã". Tem uma linguagem menos técnica e mais voltada ao público leigo.

      Livros de apologética são geralmente muito parecidos entre si, mas sempre tem alguma coisa de especial em cada um deles. Do Norman Geissler, tem o "não tenho fé suficiente para ser ateu", e do Peter Kreeft ainda nao li nenhum.

      Abraços, Paz de Cristo.

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    2. Experimenta o "Fundamentos Inabaláveis" de Norman Geisler.
      O cara se garante mesmo...
      Abraços.

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  3. Olá David, tudo bem?

    O irmão disse no blo MCA (mcapologetico.blogspot.com) que estava desenvolvendo uma postagem sobre 'escravidão' na Bíblia... não pude acompanhar. Mas vc conseguiu postar?

    Irei tb reproduzir seus estudos no blog MCA. Estão bons demais!

    Abraços
    Luciano

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      Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor a publicação e possível alteração do conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

      Abraços, Paz de Cristo.

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  4. David Sousa,seu trabalho é muito bom,continue assim,que Deus continue te abençoando grandemente

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  5. No artigo, não é demonstrada, na minha opinião, a validade da premissa sobre a qual foi construído o argumento.

    Chamei a atenção do autor, Gabriel Brasileiro, para essa possível falha e ele ficou de apresentar uma 2ª parte do artigo.

    Vamos aguardar.

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    1. Bem , como o autor do artigo ainda não apresentou a 2ª parte do texto e, como o artigo aparece reproduzido aqui, creio que poderíamos tentar ajudar o Gabriel a justificar a premissa apresentada no argumento usado por ele.

      Transcrevo os 2 últimos comentários trocados com o Gabriel:

      Gabriel Brasileiro24 DE DEZEMBRO DE 2012 20:50
      Vou escrever a parte 2 desse artigo, abrangendo suas dúvidas !

      LMNT29 DE DEZEMBRO DE 2012 11:28
      0K! Entendo que você vai precisar de algum tempo para isso.

      Só relembrando, teu argumento é: podemos dar credibilidade a eles porque “eles tiveram uma vida totalmente desgraçada e morreram pq acreditava que oq escreviam era verdade".

      Meu questionamento, por enquanto, é: você não apresenta evidências de que “eles tiveram uma vida totalmente desgraçada e morreram pq acreditava que oq escreviam era verdade".

      Ou seja, VOCÊ UTILIZA UMA PREMISSA PARA CONSTRUIR TEU RACIOCÍNIO, MAS NÃO DEMONSTRA QUE ESSA PREMISSA É VERDADEIRA.

      Imagino, então, que na 2ª parte de teu artigo, você vai cuidar disso, demonstrando:

      1. Quem são ”eles”; isto é, quem escreveu cada livro da Bíblia.
      2. Que tipo de vida cada um deles teve

      Tomando o Gênesis como exemplo, caberia demonstrar, primeiro, quem o escreveu. Depois, supondo que se confirme que foi Moisés, caberia demonstra que Moisés teve “uma vida totalmente desgraçada (...)”.

      E assim por diante, até o Apocalipse e a “vida totalmente desgraçada” de João.

      E tem que ser todos e cada um deles, porque se ao menos um NÃO tiver tido “uma vida totalmente desgraçada (...)” esse um estaria fora do teu argumento; e, portanto, poderia ter tido motivos para mentir.

      Observe que não estou alegando que “eles” mentiram nem que não devemos acreditar “neles”. Apenas estou questionando a validade do argumento com o qual você tenta refutar o “ciclo da redundância”.

      E, lembrando mais uma vez: SE SE TRATA DE REFUTAR O “CICLO DA REDUNDÂNCIA” DA BÍBLIA, VOCÊ NÃO PODE USAR FONTES BÍBLICAS!

      Aguardo, com interesse, a 2ª parte do teu artigo.

      Pax dei!

      ---

      Então, quem pode ajudar a “salvar” o argumento do Gabriel e justificar o esforço que ele teve para produzir o artigo?

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    2. Entendi a sua objeção, LMNT. Creio que quando o Gabriel escreveu “eles tiveram uma vida totalmente desgraçada e morreram pq acreditava que oq escreviam era verdade", ele estava se referindo apenas aos discípulos de Jesus, logo este argumento é aplicável apenas ao Novo Testamento. Tentar justificar a credibilidade de Moisés, por exemplo, através disso é uma incoerência.

      Tendo esclarecido isso, voltemos a sua objeção: ela diz respeito à credibilidade histórica da Bíblica, ou seja, se a existência dos autores bíblicos é real. É claro que não é possível dar uma única resposta a essa questão, visto que a Bíblia foi escrita em partes, em épocas diferentes e por autores diferentes. Além disso, em alguns casos nem é possível responder sobre isso, pois não se sabe ao certo quem foi o autor de alguns livros (embora hajam teorias).

      Sobre o Velho Testamento, eu não tenho tanto conhecimento sobre o assunto, mas existe muita literatura disponível sobre esse tema. Eu pretendo ainda estudar sobre esse assunto, algum dia, se eu tiver tempo. Acredito que essa questão de credibilidade deva ser verificada através de registros históricos paralelos e arqueológicos.

      Quanto ao novo testamento, sabe-se que os textos neotestamentários são o documento mais bem-preservado da antiguidade. Eu não me lembro da fonte dessa informação, mas posso pesquisar se tiver tempo. Sendo assim, há motivos para duvidar da existência de Jesus e dos apóstolos tanto quanto haveria para duvidar da existência de Júlio Cesar ou Spartacus, já que sabemos da existência deles por literaturas antigas, assim como o Novo Testamento.

      Abraços, Paz de Cristo.

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    3. Bom, se o Gabriel estava se referindo apenas ao Novo Testamento o título do artigo deveria ser: "Refutando o "erro cíclico de redundância" do Novo Testamento"!

      Se o Gabriel concordar com isso ele terá de justificar a premissa colocada, mesmo que apenas para os autores do Novo Testamento. Diminui bastante o trabalho dele. Mas...

      Mas ainda assim, ele terá de justificar a premissa para validar o argumento!

      Desconsiderei sua resposta a partir do "(...) sua objeção: ela diz respeito à credibilidade histórica da Bíblica (...)".

      Minha objeção NÃO diz respeito à credibilidade da Bíblia; diz respeito à credibilidade do argumento do Gabriel.

      O argumento foi construído sobre uma premissa não justificada (mesmo que aplicado apenas aos autores do NT)!

      Mas você já ajudou o Gabriel, caso ele concorde em reduzir a pretensão da refutação. Isso trará outros problemas, mas vamos deixar para depois: ele já terá muito trabalho, caso queira validar o argumento apresentado.

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    4. Bem, como você disse, ele pretendia escrever uma segunda parte... eu não sei, mas talvez ele tenha falado do novo testamento na primeira parte e depois falasse do velho. Ou então ele usou o caso do Novo Testamento só como um exemplo, ou ele se baseou no fato que os apóstolos defendiam a autenticidade do velho testamento e fez o argumento baseado na palavra deles. Bem, são possibilidades.

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    5. Mas as pretensões do Gabriel são irrelevantes. O que interessa é que o artigo não refuta o "erro cíclico de redundância" da Bíblia! O artigo todo é apenas uma bobagem, posto que construído sobre uma premissa não justificada.

      Se podemos dar credibilidade ao Novo Testamento porque os apóstolos "tiveram uma vida totalmente desgraçada e morreram pq acreditava que oq escreviam era verdade" é necessário demonstrar, por fontes extra bíblicas, que os apóstolos "tiveram uma vida totalmente desgraçada e morreram pq acreditava que oq escreviam era verdade".

      O que falta ao artigo, então, é demonstrar que os apóstolos "tiveram uma vida totalmente desgraçada e morreram pq acreditava que oq escreviam era verdade".

      Se não for possível demonstrar a premissa não é possível validar o argumento! Portanto, por enquanto, a pretensão de refutar o "erro cíclico de redundância" da Bíblia não passou de uma bobagem.

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    6. Mas mesmo que se prove que os apóstolos "tiveram uma vida totalmente desgraçada e morreram pq acreditava que oq escreviam era verdade", isso não justifica que o eles acreditavam era de fato verdadeiro.

      Exemplifico: imagine que uma pessoa acredite que não é o Sol o responsável por manter nosso planeta aquecido, e que ela tenha uma vida desgraçada, deixe esta crença escrita e morra acreditando nela...

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    7. É verdade. Mas se isso tivesse acontecido há 2000 anos atrás, hoje provavelmente ninguém mais lembraria disso. A diferença é que hoje existem milhões de cristãos no mundo. Ou o cristianismo é verdadeiro, ou é apenas uma crença falsa mas facilmente impactável. Eu não me lembro de nenhuma outra crença facilmente impactável que tenha feito milhões e milhões de pessoas morrerem por ela e mudar o curso do planeta através dela.

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    8. Você está correto, Anônimo. Já havia colocado isso para o Gabriel: mesmo justificada a premissa, a validade da conclusão não é automática. Mas preferi questionar primeiro a premissa, até como forma de alertar os leitores sobre as inconsistências na lógica formal utilizada em muitos argumentos que vemos por aí.

      Quanto ao comentário do David, ele usa o argumento da longevidade e da popularidade do cristianismo. Mas isso não tem a ver com a questão: o Gabriel não recorre a estes argumentos.

      O argumento do Gabriel é simples. Uma premissa : "tiveram uma vida totalmente desgraçada e morreram pq acreditava que oq escreviam era verdade". FALTA COMPROVAR.

      E uma conclusão, (logo) "o que eles acreditavam era de fato verdadeiro". TAMBÉM FALTA DEMONSTRAR.

      Sugeri que o Gabriel se concentrasse, primeiro, na justificação da premissa. Além de ser um passo necessário (mas não suficiente, como alerta o Anônimo) para validar o argumento, isso trará, caso ele consiga, um acréscimo importantíssimo de informações sobre a vida dos apóstolos.

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  6. David, não desperdice sua vida defendendo uma ideologia (e seu livro) que desvirtuou nossa sociedade, que trouxe mais ódio e desunião do que amor e compaixão! Viva pelo Amor!!! Querer associar o Amor com uma ideologia que o próprio livro de fé e conduta é claramente incompatível é viver preso na hipocrisia! Tenho certeza que vc não segue a bíblia assim como todo ser humano, em pleno século XXI, não segue! Vc acredita que a escravidão é algo aceitável como ensinava Paulo, o marketeiro da religião que vc defende? Ou vc acredita que as mulheres são inferiores aos homens como o mesmo pregava? Se Paulo estava errado sobre a iminência do fim deste mundo, o que impede de estar errado sobre outras convicções que tinha? Vc acha que não saudar e nem receber em sua casa pessoas de outras religiões é uma atitude amorosa? Ou seguir um judeu que tinha como um de seus ideais fazer com que os inimigos do homem sejam os seus familiares? Concerteza vc conhece estas e muitas outras peripécias bíblicas, algumas conciliáveis com o Amor, por terem mais de uma maneira de serem interpretadas, outras, mesmo com o melhor dos malabarismos mentais, difíceis(para não dizer impossível) de serem críveis por uma pessoa de bom coração que esteja pensando!

    Não sei quanto tempo de lavagem cerebral sofreste, mas sei como é difícil se libertar de uma mentira contada milhares de vezes! Minha mulher frequentou igreja evangélica por mais de quinze anos, por isso sei por experiência própria! Quanto menos contato com a diversidade mais difícil será essa libertação!

    Quando eu lhe mando estas palavras, eu falo para o interior do David Sousa, o seu ser! Que o seu caminho seja repleto de paz e luz, Irmão!

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  7. Amigo Felipe,

    não é de todo verdade que a Bíblia só trouxe desvirtuação, ódio e desunião. O primeiro impacto do cristianismo na Terra foi muito mais benéfico que o contrário. A noção de igualdade entre as pessoas perante Deus levou os líderes romanos a perseguirem o cristianismo, por acharem essa ideia perigosa. Mas o poder libertador do cristianismo falou mais alto, e essa religião alcançou todo o império por volta do século IV. Isso foi bom por um lado e por outro ruim.

    Quando o cristianismo se tornou religião oficial do império Romano, as pessoas passaram a ser convertidas à força, e por isso entravam na igreja sem estarem realmente comprometidas com a fé cristã. Isso fez com que muitas práticas erradas entrassem na Igreja, e temos alguns reflexos disto até hoje, infelizmente. A situação melhorou um pouco com a reforma protestante, que foi nada menos do que a tentativa de voltar a praticar os ensinos bíblicos, em vez das tradições que contaminaram a Igreja.

    Mas não pense que tudo é um mar de rosas: o próprio Jesus previu que sua mensagem não seria compreendida pela maioria dos homens, e por não entenderem isso causaria até guerras em nome dEle: "Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada (Mateus 10.34)". Veja mais o que Jesus previu:

    "'Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores. Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim." (Mateus 24.1-14)

    O fato de coisas como estas estarem acontecendo hoje não indica que a Bíblia desune as pessoas, mas pelo contrário, indica que a sua mensagem está correta.

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    1. Onde Paulo afirma que a escravidão é aceitável? A propósito, sobre isso há dois textos aqui no blog:

      http://www.respostasaoateismo.com/2012/04/biblia-e-escravidao.html

      http://www.respostasaoateismo.com/2012/06/50-provas-de-que-deus-e-imaginario_08.html#13

      E eu também não entendi porque você chama Paulo de "marketeiro". Leia algumas palavras que ele mesmo escreveu: "Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." (1 Timóteo 6:7-10)

      Paulo também não acreditava na "superioridade" do homem. Leia mais algumas palavras dele: "Nisto não há [diferença entre] judeu nem grego; não há [diferença entre] escravo nem livre; não há [diferença entre] homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus." (Gálatas 3:28). Paulo defendia, e eu também assim penso, que Deus reservou papéis diferentes para o homem e a mulher na terra. Mas os dois têm o mesmo valor e importância.

      Penso que Paulo não estava errado sobre a iminência do fim do mundo. Seu colega Pedro disse uma vez que "um dia para Deus é como mil anos" (2 Pedro 3.8)... nessa escala passou-se pouquíssimo tempo entre Paulo e os nossos dias. Além disso é importante para os cristãos viver como se a vinda Jesus sempre estivesse próxima, pois assim temos uma postura melhor em relação à brevidade dos prazeres desse mundo e o valor que temos que dar às coisas que são eternas.

      Pra terminar, gostaria de se saber o que você entende por "Amor"... é algum tipo de entidade? Por que você escreveu com "A" maiúsculo?

      Abraços, Paz de Cristo.

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    2. “Tantos quantos forem escravos debaixo dum jugo estejam considerando os seus donos dignos de plena honra, para que nunca se fale de modo ultrajante do nome de Deus e do ensino. Além disso, os que tiverem donos crentes não os menosprezem, porque são irmãos. Ao contrário, sejam escravos com tanto mais prontidão, porque os que recebem o proveito do seu bom serviço são crentes e amados” (1ª Timóteo 6:1, 2).

      Se o dono fosse cristão aí o escravo tinha de ser mais servil ainda, mostrando mais prontidão.

      Paulo, que não vê nada de errado com a escravidão, dá ordens para que obedeçam aos seus senhores "em tudo."

      “Vós, escravos, em tudo sede obedientes aos que são os [vossos] amos em sentido carnal, não com atos apenas ostensivos, como para agradar a homens, mas com sinceridade de coração, com temor de Deus” (Colossenses 3:22).

      Nenhuma, nenhuma palavra na Bíblia no sentido de condenação da escravidão. Nem de Deus, nem de Paulo, nem de Jesus! Claro, já sabemos: era o costume da época.

      Pois é, os deuses sempre se subordinando aos costumes de cada época. Claro, afinal são criações temporais.

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    3. Sobre escravidão, leia:

      http://www.respostasaoateismo.com/2012/04/biblia-e-escravidao.html

      http://www.respostasaoateismo.com/2012/06/50-provas-de-que-deus-e-imaginario_08.html#13

      http://dlgrubba.blogspot.com.br/2009/12/por-que-paulo-nao-condenou-escravidao.html

      Na verdade, o que está sendo ensinado nesse texto é um princípio ainda mais profundo do que a escravidão: a submissão. Submissão é algo fundamental para o cristianismo. Existe a submissão a Deus e a submissão de uns aos outros, onde cada um é um servo da coletividade, mesmo se estiver em uma posição mais elevada. Jesus demonstrou isso quando lavou os pés dos discípulos, por exemplo (o que era um costume servil na época).

      Abraços, Paz de Cristo.

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    4. Acho que a coisa é bem mais simples: ocorre apenas uma "naturalização" da escravidão, posto que era uma coisa "natural" naquela sociedade.

      Veja Gálatas 3.28 "Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus". Existirem escravos e livres é tão "natural" quanto existirem judeus e gregos, homens e mulheres.

      Por outro lado, não há nenhuma palavra nem de Jesus, nem de seus apóstolos, de condenação da escravidão! Uma palavra apenas nesse sentido teria mudado a história de barbárie que foi a "naturalização" da escravidão.

      Enquanto isso, Paulo e Pedro preferiam debater sobre a circuncisão, com certeza assunto mais importante que a escravidão!!!

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    5. A escravidão daquele tempo era totalmente diferente da que veio a acontecer 1500 anos depois. Além disso mesmo não havendo referências diretas contra isso vários princípios cristãos colocam limites nos abusos que podem ser cometidos. O ensinamento cristão não pretendia ser um manual detalhista de como lidar em todas as situações da vida, mas um conjunto de princípios gerais.

      Abraços, Paz de Cristo.

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  8. isto não tem nada a ver com a matéria, mas vc acredita no criacionismo ou na evolução?

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    1. Eu acredito que existe um Deus e que Ele é a causa criadora do Universo; mas também sei que "como Ele criou" não é um assunto de teologia, mas sim das ciências naturais. As ciências são feitas por teorias, nenhuma teoria é uma verdade absoluta, pela própria definição de teoria. Hoje em dia a teoria mais aceita para o desenvolvimento das espécies é a teoria da evolução (ao contrário do que muitos pensam, a teoria da evolução não explica o surgimento da vida, mas sim a formação das espécies a partir de uma espécie inicial). A teoria da evolução é comprovada em alguns aspectos, mas em outras tem dificuldades, por isso eu entendo que ela não é a resposta final sobre o assunto.

      Eu entendo que mesmo que a teoria da evolução esteja correta, ela não diz nada sobre a existência de Deus (ao contrário do que muita gente pensa também). Eu falei um pouco sobre isso no artigo http://www.respostasaoateismo.com/2011/10/evolucao-darwiniana-provaria.html

      Abraços, Paz de Cristo.

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  9. Há pouco tempo eu vi um vídeo de William Lane Craig onde ele afirma que deus é infinitamente bom. Não seria provável que algo diametralmente oposto existisse? Se existem conceitos como bem e mal, sendo representados por Deus e o Diabo, e eles são absolutos, não seria o diabo um deus do mau? Já que ele não poderia ser parcialmente bom?

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    1. Não, porque o "mal" não é algo si. "Mal" significa apenas a ausência de bem. É a mesma coisa de calor e frio. Frio não existe, pois frio é apenas a ausência de calor (que é uma forma de energia). Por isso existe a temperatura mais fria possível (-273°C, o zero absoluto), mas até onde se sabe não existe um limite superior de temperatura máxima possível.

      Abraços, Paz de Cristo.

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  10. Da mesma forma que "bem" não é algo em si. Pela mesma analogia: "Bem" significaria apenas a ausência do mal.

    Ou seja, nem o "bem" nem "mal" tem significado por si sós. Usamos esses termos para descrever sensações que sentimos, conforme sejam agradáveis ou desagraveis. Apenas isso!

    Ainda assim, a analogia está errada: a ausência do "bem" é a indiferença, a neutralidade. Assim como a ausência do "mal" é a indiferença, a neutralidade.

    Já para a Bíblia:

    "Eu formo a luz e crio as trevas; eu faço a paz e CRIO O MAL; eu, o Senhor, faço todas essas coisas." Isaías 45:7

    (Como vai David? Andamos meio sumidos!)

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    1. "Da mesma forma que "bem" não é algo em si. Pela mesma analogia: "Bem" significaria apenas a ausência do mal. "

      Definir bem como a ausência de mal e mal como a ausência de bem é lógica circular. Um ou dos dois é bem definido e o outro é a ausência deste, ou nenhum dos dois é bem definido. Esta é uma discussão que pertence ao campo da ética metafísica. Existem valores morais absolutos, isto é, o "bem" existe? Não há nenhuma prova direta de que existam (assim como não há nenhuma prova direta para qualquer afirmação de caráter metafísico), mas isto é fortemente sugerido pelo nosso senso moral. Enfim, essa é uma discussão que não pertence a esse post, mas sim a outros onde eu falo mais sobre moral, você pode ver todos de uma vez aqui:

      http://www.respostasaoateismo.com/search/label/Moral

      Abraços, Paz de Cristo.

      P.S. Desculpe a demora pra responder.

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  11. David, a partir do momento que você usou, neste post, o argumento "Não, porque o "mal" não é algo si. "Mal" significa apenas a ausência de bem." esse assunto passou, automaticamente, a fazer parte deste post!

    Se não há nenhuma prova direta de que existam - os valores Moraes absolutos como o "bem" e o "mal" - (assim como não há nenhuma prova direta para qualquer afirmação de caráter metafísico) e, se você sabe disso, então não deveria ter usado esse argumento no post.

    Veja, não estou, aqui, entrando na discussão sobre o "bem" e o "mal"; estou apenas chamando atenção para a coerência no uso dos argumentos. Soa estranho, ao ter um argumento questionado, você responder que tal argumento foi discutido em outro post e que lá, pelo que eu entendi, não há prova sequer da existência do "bem", posto que é uma questão para a qual não há nenhuma prova direta.

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  12. Eu queria muito acreditar que existe um deus maravilhoso que nos conforta,mas tá meio difícil...

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    1. Cara Michele,

      acima de tudo, queira encontrar a verdade, e mantenha a sua mente aberta para isso.

      Volte sempre,
      abraços, Paz de Cristo.

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  13. Respostas são certezas, certezas são frutos concretos de algo concreto; como podem dar respostas concretas se toda essa babozeira é baseada em algo pessoal esse blog não tem nada de diferente,só babaquice de gente burra e escrota.

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    1. Caro "precisso viver",

      se você tem alguma crítica, sugestão ou reclamação, você tem todo o direito de fazer. Se acha que eu fui impreciso, inadequado ou errado em algum trecho, pode citá-lo especificamente para que possamos nos entender. Mas o que você fez foi nada mais do que uma acusação gratuita, e isso não tem proveito nenhum nem pra mim (porque não vou ficar sabendo com o que você não concorda para poder explicá-lo) e nem pra você (porque para as outras pessoas você vai ficar parecendo infantil ou algo assim, por ter feito uma coisa do tipo "seu feio, seu bobo!" e não ter refutado nada do que eu disse).

      Portanto, seria melhor que você não tivesse feito esse comentário. Ainda sim, sempre que você quer ler o blog e comentar, as portas estarão abertas.

      Abraços, Paz de Cristo.

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  14. Olá, Davi...

    Vou desviar do assunto do texto... A maioria dos cristãos são especistas, e consequentemente, utilizam animais como recursos (alimentação, vestuário, etc.). "É ético utilizar animais como recursos?", "Os animais merecem respeito?", "Isso significa que teremos que abolir seu uso?" Desafiando o Especismo: www.lucianoccunha.blogspot.com

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    1. Olá, caro Felipe.

      Não são "a maioria" dos cristãos, teoricamente seriam todos, afinal, a própria Bíblia nos conduz a afirmar que os seres humanos são uma espécie superior. Veja esse trecho da Bíblia:

      'Então disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão".

      Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

      Deus os abençoou, e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra".

      Disse Deus: "Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês.

      E dou todos os vegetais como alimento a tudo o que tem em si fôlego de vida: a todos os grandes animais da terra, a todas as aves do céu e a todas as criaturas que se movem rente ao chão". E assim foi.' (Gênesis 1:26-30)

      Como você pode ver, nós cristãos cremos que um dos propósitos da nossa nossa existência humana aqui na Terra é "dominá-la" (administrá-la, por assim dizer). Por sermos seres racionais, temos autonomia dada por Deus para estudar e manipular a natureza. Embora isso tenha possibilitado coisas como a ciência e a tecnologia, isso nos traz uma grande responsabilidade que na verdade só temos percebido nos últimos anos, de analisar as consequências do impacto das nossas ações no meio ambiente.

      Abraços, Paz de Cristo.

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  15. Os apóstolos afirmam que a biblia é palavra de Deus....mas não mandam confiar nisso, sem antes VOÇÊ provar pra si mesmo. ....romanos 12 : 1 e 2
    Dentro da bíblia, esse desenho ateu , não faz sentido. ...é errado

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  16. A minha opinião é que esse livro a bíblia é a maior besteira de todos os tempos...
    Pura enganação.

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