quarta-feira, 30 de março de 2016

[TRADUÇÃO] Seis Formas pelas quais o Cristianismo Apoiou o Desenvolvimento da Ciência



Olá, leitores.

Este é um assunto sobre o qual eu gosto muito de postar. Vi o artigo original no Saints and Skeptics.

Abraços, Paz de Cristo.

Seis Formas pelas quais o Cristianismo Apoiou o Desenvolvimento da Ciência


1) Os pioneiros do método científico tinham que esperar algum tempo antes de poderem demonstrar os benefícios prácticos dos seus estudos. Até então, eles buscavam o conhecimento do mundo natural simplesmente porque tal conhecimento era considerado bom em si mesmo. Esta busca particular pelo conhecimento faz sentido se estamos “pensando segundo os Pensamentos de Deus” ao estudarmos a Sua criação. Os intelectuais estariam menos inclinados a estudar um mundo produzido pelo movimento aleatório e sem sentido dos átomos em um vazio infinito.

"atualmente,  quase todos os historiadores concordam que o Cristianismo (tanto o Catolicismo como o Protestantismo) levou os intelectuais de antes do início da Idade Moderna a estudar a natureza de modo sistemático".Noah J Effron, “Galileo Goes to Jail

2) Noções emprestadas da crença cristã foram inseridas no discurso científico. Os cristãos acreditavam que Deus era ao mesmo tempo Racional e Soberano: uma visão de mundo diferente da crença da Antiguidade, que o mundo surgiu do caos e era governado pela Sorte. Um Deus pessoal e racional criaria um universo ordenado e regular. Isto levou à crença de que a natureza seria governada por leis.

"A natureza deste ou daquele corpo nada mais é que a lei que Deus lhe prescreveu; falar propriamente sobre uma lei é a regra conceitual de agir segundo a vontade declarada de um Superior". – Robert Boyle, Notion of Nature

3) Para ter conhecimento do mundo natural, as leis da natureza não devem ser profundas ou complexas demais para a nossa compreensão. Os Cristãos acreditavam que fomos criados à imagem de Deus. Nós fomos feitos também para conhecer e adorar a Deus. Disto segue que fomos criados com a habilidade intelectual de entender a criação de Deus. Esta crença deu aos intelectuais a confiança de que eles realmente poderiam apreender e entender o mundo natural.

Essas leis encontram-se ao alcance da mente humana. Deus queria que as reconhecêssemos ao criar-nos segundo a sua imagem, de modo a que pudéssemos partilhar dos Seus pensamentos.  – Kepler, Letter to Johannes George Hewart von Hohenburg

4) Ao contrário dos gregos antigos, que acreditavam que o mundo físico era inferior ao mundo intelectual  espiritual, as Escrituras judaico-cristãs ensinavam que a dimensão criada era boa. Não era vergonhoso ficar com as mãos sujas devido ao trabalho físico; o mundo físico era também digno de admiração.

"O entusiasmo pelo novo empirismo é igualmente ilustrado por John Wilkins, Bispo Anglicano simpático aos puritanos e membro fundador da Royal Society: 'nós  não deveríamos ser tão supersticiosamente devotados à Antiguidade', escreveu Wilkins nas palavras cuidadosamente escolhidas de um Bispo do século XVII, 'como se fôssemos aceitar como canônico tudo o que sai da caneta de um Padre, (…) temos que trabalhar para descobrir o que as coisas são em si mesmas através da nossa experiência (…) e não o que outra pessoa diz delas.' Isto é, hoje, óbvio para nós, mas foi revolucionário naquele tempo; um bom exemplo da estimulação teológica fornecida para apoiar a emergência do método empírico." Denis Alexander, What has theology ever done for science?

5) Deus é Livre e Soberano. Alguns gregos antigos, como Aristóteles, ensinavam que poderíamos descobrir os princípios que governavam o mundo simplesmente através da reflexão racional. No entanto, os cristãos acreditavam que Deus é livre: Ele não estaria obrigado a criar o mundo de acordo com os princípios que os filósofos pensavam serem os melhores. A única forma de descobrir o plano de Deus na criação era saindo e investigando! Isto significava um aumento do foco na observação e no experimento.

"Não pode existir uma ciência viva a menos que exista uma convicção amplamente difundida e instintiva na existência da ordem das coisas. E, de modo particular, no Ordenador da natureza". – A.N. Whitehead, Science and the Modern World.

6) Dentro do pensamento cristão, os seres humanos são criaturas caídas que já não têm a graça de entender a Mente de Deus através da razão somente. Os cristãos tinham algumas razões para duvidar da eficácia da razão, usada sozinha. Assim, eles queriam verificar as nossas ideias relativas ao mundo natural através da observação, medição, e experimentação.

"todos os homens, devido, ao mesmo tempo, à corrupção derivada inata e nascida com ele, e também devido à sua educação e convivência com outros homens, está muito sujeito a cair em toda a sorte de erros. (...) Sendo estes os perigos da Razão humana, os remédios para todos eles só podem proceder da Filosofia real, mecânica e experimental" –  Robert Hooke, Micrographia

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